A Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV) divulgou a nota técnica “Combustíveis Limpos e de Transição: Análise Comparativa”, estudo que compara a competitividade econômica de alternativas sustentáveis com a de combustíveis fósseis, com foco nos horizontes de 2025 e 2030. No documento, a entidade avalia que a transição energética global vai além da agenda ambiental e pode ser oportunidade de reindustrialização para o Brasil, com potencial de atrair investimentos, gerar empregos qualificados e fortalecer a indústria nacional.
A nota técnica indica que, embora combustíveis fósseis apresentem vantagem de custo no curto prazo, a competitividade das alternativas limpas avança e informa que o preço do hidrogênio verde pode cair até 2030 em regiões com alta disponibilidade de energia renovável, como o Brasil. O estudo ressalta o impacto da precificação de carbono na dinâmica de mercado e assegura que, como seu valores estão em torno de 100 dólares por tonelada de CO₂, o produto sustentável tende a atingir paridade econômica com o de origem fóssil, reduzindo o chamado “prêmio verde” e ampliando as possibilidades de sua adoção em larga escala em setores industriais e de transporte.
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Outro ponto destacado na nota técnica é sobre a logística e o comércio internacional, com indicação de que a amônia verde pode ser a principal alternativa para a exportação de hidrogênio de baixo carbono. As razões seriam sua maior densidade energética e a infraestrutura já consolidada, enquanto o hidrogênio em estado puro tende a ser mais competitivo em mercados regionais.
O estudo da ABIHV considera que o Brasil tem condições próprias para liderar esse mercado, por causa da matriz elétrica majoritariamente renovável, da abundância de recursos naturais e da infraestrutura portuária. A análise prevê que o início da cobrança em 2026 do Carbon Border Adjustment Mechanism (CBAM) vai impulsionar a demanda por produtos de baixa emissão, o que tende a aumentar as oportunidades para o país no comércio internacional.
A ABIHV recomenda a redução do custo de capital dos projetos, o avanço na implementação de um mercado regulado de carbono e o desenvolvimento de hubs industriais integrados de hidrogênio e seus derivados como essenciais para transformar essas vantagens em competitividade efetiva. A publicação apresenta informações técnicas e traça objetivos para orientar formuladores de políticas públicas, investidores e empresas que buscam se posicionar diante da transição energética e das novas exigências de competitividade global.
















