A Autoridade Portuária de Rotterdam e a Associação Holandesa de Empresas de Armazenamento de Tanques (Votob) anunciaram nesta sexta-feira (6) a assinatura de um acordo de cooperação para ampliar a força-tarefa de combate ao esquema fraudes conhecido como falsificação de armazenamento. Também integram a cooperação a TCT comerciantes de mercadorias e o Distrito Policial do Porto, incluindo a equipe de Perícia Digital.
Segundo a autoridade portuária e a Votob, falsificação de armazenamento ou falsificação de armazenamento em tanques são os termos usados para definir a venda de capacidade de armazenamento inexistente e estoques de matérias-primas e produtos em terminais, particularmente na área do porto de Rotterdam. Nesse tipo de fraude pela Internet, explicaram, criminosos oferecem em sites falsos produtos e se apresentam como representantes de empresas conhecidas de armazenamento.
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As vítimas são comerciantes internacionais induzidos a erro e que perdem dinheiro em negócios inexistentes e empresas legítimas da área portuária cujos nomes e dados são usados indevidamente. Em alguns casos, caminhões-tanque chegam até os terminais para recolher produtos que não existem.
Os prejuízos anuais para os comerciantes são estimados em pelo menos 10 milhões de euros. Em 2025, foram comunicadas ao grupo de trabalho transações num valor total de 2,5 mil milhões de euros. Além disso, há danos para empresas cujos nomes e dados são usados indevidamente e à reputação dos portos.
O diretor da Votob, Willem-Henk Streekstra, disse que membros da Associação têm lidado há anos com as fraude e que a cooperação vai dar suporte profissional para reduzir a falsificação. “É bom abordar a questão com a autoridade portuária e outros parceiros. Juntos, podemos fazer mais do que cada um de nós individualmente”, afirmou.
Os primeiros exemplos desse tipo de fraude foram registrados há 15 anos, mas há cerca de 10 anos o número de incidentes aumentou, levando à criação de uma força-tarefa em 2017, na época sob a bandeira da Ferm Rotterdam, atual Ferm Seaports. Entre outras ações, foi feita campanha de sensibilização, que foi a base do atual grupo de trabalho.
A partir de entrevistas, artigos de referência e ferramentas digitais, foram feitas uma lista negra de sites não confiáveis e uma lista branca daqueles nos quais empresários podem fazer negócios com segurança. A lista negra já inclui mais de 1.250 domínios e continua sendo ampliada.
As forças-tarefa, compostas pela Ferm, pela Autoridade do Porto de Rotterdam, pela Polícia Portuária e membros da Votob, iniciaram em 2020 cooperação com a Fundação Holandesa para Registro de Domínios da Internet (SIDN) e em 2024 com os Commodity Traders (TCT). A SIDN apoia a remoção offline de sites fraudulentos com domínio .nl, enquanto a TCT apoia a força-tarefa para avaliar a confiabilidade das ofertas e documentos oferecidos e para determinar quais sites devem ser adicionados à lista negra. Com isso, casos de fraude são evitados diariamente.
Dentro do Ferm, a força-tarefa operava anteriormente através do domínio ferm-rotterdam.nl/storage-spoofing e, agora, mudou para www.storagespoofing.nl, uma plataforma da Autoridade do Porto de Rotterdam, Votob, TCT e da Polícia Portuária.
As principais ferramentas usadas pelos fraudadores são sites falsos, e-mails e outras formas de contato digital baseadas em confiança e documentos falsificados. Muitas informações sobre empresas estão disponíveis publicamente através de websites, câmaras de comércio, Google Maps, etc, e o conteúdo pode ser facilmente copiado.
Isso levou à proliferação de websites não confiáveis que são cada vez mais difíceis de distinguir dos legítimos. A força-tarefa está ativamente empenhada em identificar esses sites, colocá-los em listas negras e colocá-los offline.


















