O gerente de Outorga e Afretamento da Navegação Interior da ANTAQ, Walneon de Oliveira, apresentou na última sexta-feira (1º), em Macapá (AP), o estudo Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Amazônia.
A apresentação foi no Museu Sacaca e contou com a presença da vice-governadora do Amapá, Dora Nascimento, e do chefe substituto da Unidade Administrativa Regional da Agência em Belém, Roni Peres de Mello. Na véspera (31), o gerente da ANTAQ também apresentou o estudo a parlamentares e representantes da sociedade civil, em audiência pública que aconteceu na Assembleia Legislativa do Estado.
O estudo foi elaborado pela Agência, com a cooperação técnica da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa – FADESP. No levantamento, são avaliadas 317 linhas de transporte fluvial de passageiros da Amazônia, das quais 249 estaduais, de competência dos órgãos reguladores estaduais, 59 linhas interestaduais, fiscalizadas pela ANTAQ, e nove travessias. A pesquisa avaliou ainda 602 embarcações e 106 terminais, nos quatro estados amazônicos (Amapá, Amazonas, Pará e Rondônia).
Além de levantar a qualidade da prestação de serviço das empresas de transportes, das embarcações e dos diferentes terminais, o estudo identifica o perfil socioeconômico dos passageiros (grau de escolaridade, sexo, faixa salarial e idade, entre outros) que circulam em embarcações pelos rios da região.
“O transporte fluvial misto (passageiros e cargas) na Amazônia movimenta 8,9 milhões de passageiros e cerca de 4,5 milhões de toneladas de carga por ano”, disse Walneon, salientando a importância do estudo para a Amazônia, na medida em que os rios são as estradas da região.
A vice-governadora também destacou o levantamento feito pela ANTAQ: "Esse estudo é altamente importante não só para o Amapá, mas para toda a Amazônia. O levantamento vai contribuir para formulação de políticas públicas na área da navegação fluvial de passageiros e subsidiar os governos Federal e Estadual na elaboração de novos estudos para o desenvolvimento sustentável da nossa região", ressaltou.
Em relação aos terminais, o estudo da ANTAQ levanta desde as condições de acesso, como áreas específicas para paradas de ônibus e táxis e áreas de atracação, à existência de instalações e equipamentos para prestação de serviços, como sala de embarque, posto de polícia, serviço de carregadores, boxes de venda de passagens, telefones públicos, quadro de horário de saída e chegada de embarcações e lanchonetes, entre outros.
De acordo com o levantamento, apenas 3% dos terminais de toda a Amazônia apresentam um bom padrão de atendimento, enquanto 10% registraram um padrão médio, e 87%, um baixo padrão de atendimento. No Estado do Amapá, especificamente, foram avaliados 11 terminais, verificando-se itens de atendimento muito baixos.
O terminal que apresentou o melhor resultado no estado foi o porto de Grego, em Santana, com cerca de 43% de atendimento. “Entretanto o índice ainda está muito aquém do esperado, evidenciando a necessidade de medidas corretivas e adaptativas de diversas ordens para dotar a linha Macapá-Belém de um terminal adequado ao embarque e desembarque dos passageiros”, observou o gerente de Outorga e Afretamento da Navegação Interior da ANTAQ.
Fonte: Antaq
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