A construção de um Centro Logístico em Ponta Grossa será avaliada por especialistas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Esse investimento faz parte de um pacote de obras que integram o Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Estado do Paraná, orçado em US$ 435 milhões. Além da construção deste centro logístico em Ponta Grossa e em outras quatro cidades paranaenses, estão previstos investimentos na malha rodoviária e projetos de infraestrutura – entre eles, o do contorno de Castro, também nos Campos Gerais, que prevê a pavimentação da PR-090 entre as PRs 340 e 151, o qual ligará os dois distritos industriais.
A comissão de especialistas se reunirá, durante três dias, com representantes da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL) e do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR). “Essa visita é uma oportunidade única para mostrarmos o desenvolvimento do Paraná no setor logístico e alinhar alguns ajustes da nossa proposta em relação as condições e a política de financiamento do BID,” afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. A proposta prevê um financiamento de US$ 235 milhões em empréstimos junto ao BID e os outros US$ 200 milhões de contrapartida do Governo do Paraná, com a perspectiva de que esse contrato seja assinado no segundo semestre de 2017. Durante os três dias de programação estão previstos debates referentes aos projetos de engenharia, análises ambientais e a atual conjuntura econômica e social do Paraná.
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Conforme já explicou ao Jornal da Manhã e portal aRede a Coordenadora de Gestão de Planos de Programas de Infraestrutura e Logística do Estado do Paraná, Rejane Karam, quando feitos os estudos para o projeto, foram identificadas demandas reprimidas em algumas áreas usadas como terminais ferroviários, como no terminal logístico de Cascavel e no de Guarapuava. “Descobrimos, também, outras potencialidades quando elencamos aquilo que já estava sendo maturado em situações separadas, como Guaíra, que tem um projeto de ferrovia passando por lá; Maringá, que tem um eixo equidistante com grandes cooperativas; e Ponta Grossa, que tem uma grande estrutura de armazenagem e é referência no Brasil”, disse.
Além disso, Rejane destacou a vocação de Ponta Grossa como um dos maiores eixos industriais do Paraná, o que justificaria a construção do centro logístico. Ela ressaltou, ainda, a estrutura já existente no município no agronegócio, como a presença da Conab, que tem capacidade de armazenar mais de dois milhões de toneladas de grãos.
Detalhes
O local para a implantação desse novo centro logístico e os valores investidos serão definidos posteriormente, quando for desenvolvido o projeto de engenharia. E será somente com o projeto executivo pronto que vai ser definido a forma que será realizado esse investimento, se todo com dinheiro público ou explorado através de uma parceria público-privada, por exemplo
Fonte: A Rede