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China dará prioridade à soja brasileira neste semestre, apesar do retorno dos embarques dos EUA

A China aumentará suas importações de soja brasileira no primeiro semestre de 2026, impulsionada pela produção recorde e por preços mais competitivos, mesmo com a retomada das importações dos Estados Unidos. Segundo a agência de notícias Reuters, grupos privados chineses estão finalizando contratos para embarques do Brasil, com entregas a partir de fevereiro, conforme a colheita avança e a disponibilidade aumenta.

Esse maior volume proveniente do Brasil pode limitar a demanda por soja americana quando a temporada de exportação para a América do Norte começar, em setembro. A diferença tarifária influencia as decisões de compra. Enquanto a soja brasileira está sujeita à tarifa de 3%, para a dos Estados Unidos a taxa é de 13%.


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Em novembro de 2025, a soja brasileira destinada à China estava cotada abaixo dos preços praticados no Golfo do México e no Noroeste do Pacífico dos Estados Unidos, o que teria significado custo total mais alto para os embarques americanos. Segundo operadores e analistas, as margens de esmagamento para a soja brasileira com embarques de março a junho permanecem favoráveis.

As exportações brasileiras para a China no período devem superar as do ano anterior, impulsionadas pelo aumento da oferta e pelos preços mais baixos em comparação com a soja americana. A produção brasileira do produto para a safra 2025/26 é estimada em 182,2 milhões de toneladas, segundo a Agroconsult.

Nesse cenário, o Rabobank projeta que o Brasil exportará aproximadamente 85 milhões de toneladas de soja para a China entre setembro de 2025 e agosto de 2026, com aumento de 6 milhões de toneladas em relação ao ano anterior.

Segundo as informações, a China já reservou entre 42 e 44 milhões de toneladas de soja brasileira para o período, incluindo de 23 a 25 milhões de toneladas com embarques programados de fevereiro a agosto. Analistas indicam ainda que a persistência de alta da população de suínos no país asiático sustentará a demanda por farelo de soja durante o primeiro semestre de 2026.

Segundo dados oficiais, a China importou 109,37 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, enquanto para a safra 2025/26 o Ministério da Agricultura prevê uma redução para 95,8 milhões de toneladas.






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