Receba notícias em seu email

MSC

Codesa aguarda decisão do TCU para iniciar obras no porto

Ainda sem o julgamento final do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os indícios de sobrepreço das obras no porto de Vitória, o presidente da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), Angelo Baptista, alerta para a necessidade de uma definição, pois as obras são prioritárias e passam por questões de segurança. “O cais está afundando a olhos vistos, com fuga de material e consequentemente assoreando do porto”, enfatiza Baptista.

O custo do contrato para realizar o projeto de contenção e ampliação do cais do porto de Vitória é de R$ 125,902 milhões. Já a dragagem e a adequação da navegabilidade no porto de Vitória estão contratadas por R$ 99,53 milhões, e o sobrepreço seria de R$ 26,3 milhões, segundo o relatório do TCU.


PUBLICIDADE



O presidente da Codesa destaca que, diferentemente do que foi veiculado principalmente na mídia da capital capixaba, as obras no porto não estão paradas, pois não foram iniciadas. “Já entregamos a nossa defesa contestando o relatório do TC,U que aponta sobrepreço na obra; a Carioca Engenharia e a empresa projetista EVB também já enviaram seus documentos e agora aguardamos a decisão do TCU.”

Baptista ressalta que a diferença de preços entre o projeto e o cálculo do TCU é plenamente justificado. O TCU usou como referências o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) e índices da Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra), responsável pela obra de construção do porto do Pecém. “Obras portuárias são diferentes de obras da construção civil, o que implica custos divergentes. Além disso, não é possível usar como base preços praticados em uma obra no Ceará, existem diferenças físicas entre os dois estados. Inclusive, hoje, a Secretaria Especial de Portos (SEP) está desenvolvendo um sistema como o Sinapi para portos”, afirma Baptista.

Semana passada, a bancada capixaba se reuniu com o ministro do TCU, Raimundo Carreiro, para pedir urgência no julgamento das obras. Baptista aponta que a demora na decisão prejudica o porto. “Precisamos de uma definição, se o TCU decidir que existe sobrepreço, a empresa contratada pode baixar os preços ou podemos fazer outra licitação, o que não queremos é que demore mais tempo prejudicando ainda mais as condições do porto”, enfatiza.

Da Redação






Pesa

   ICN    Zmax Group    NN Logística
       

intermodal

 

 

Navalshore

 

  Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro   Assine Portos e Navios
       
       

© Portos e Navios. Todos os direitos reservados. Editora Quebra-Mar Ltda.
Rua Leandro Martins, 10/6º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ - CEP 20080-070 - Tel. +55 21 2283-1407
Diretores - Marcos Godoy Perez e Rosângela Vieira