Uma nova greve poderá paralisar as operações dos cinco principais terminais de contêineres do Porto de Santos. Foi essa a decisão tomada pelos trabalhadores portuários, avulsos e vinculados, ligados ao Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão em assembleia realizada na manhã da última quarta-feira (3).
Ainda sem data definida, o movimento pretende suspender por 12 horas, período equivalente a dois turnos de trabalho, as atividades da Brasil Terminal Portuário (BTP), Ecoporto Santos, Santos Brasil, Libra Terminais e Rodrimar. Além do indicativo de greve, a assembleia resolveu permanecer aberta em caráter permanente e estabelecer um calendário de mobilizações até que o impasse com as operadoras portuárias seja equacionado.
Para a renovação do acordo coletivo de trabalho os estivadores reivindicam manutenção da paridade na contratação da mão de obra por parte dos terminais, na proporção de 50% para o método avulso administrado pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) e 50% para o regime celetista previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Por sua vez, as empresas que compõem a Câmara de Contêineres do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (SOPESP) oferecem a continuidade do atual sistema misto até fevereiro de 2016, passando, a partir de então, para a utilização dos profissionais nas operações portuárias mediante a proporcionalidade de 75% vinculados e 25% avulsos.
Na avaliação do presidente do Sindestiva, Rodnei Oliveira da Silva, a proposta patronal de vincular 400 estivadores vai gerar desemprego em massa na Baixada Santista. "Além de acabar de vez com a estiva, a contratação de uma pequena parcela da categoria vai colocar no olho da rua a grande maioria, ou seja, os outros 3 600 pais de família inscritos no Ogmo que vivem da atividade portuária atuando diuturnamente através do tradicional, barato e eficiente modelo avulso".
Além da contratação paritária, os portuários querem a reposição das perdas inflacionárias acrescidas de aumento real, no total de 15%, pagamento de Plano de Participação nos Lucros (PLR) para os profissionais que atuam sob o regime de vínculo empregatício, bem como o cumprimento de todas as cláusulas elencadas na campanha salarial de 2015.
A categoria reivindica também o pagamento do vale refeição no valor de R$ 30,00 para cada período de 6 horas trabalhadas no sistema avulso, planos de saúde e odontológico, seguro de vida, a remuneração de uma diária para o profissional não escalado, adicional de risco, entre outros.
Fonte: A Tribuna On-line
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