A exportação de cafés do Brasil registrou em janeiro de 2026 queda de 30,8% em volume e de 11,7%, na receita na comparação com o mesmo mês de 2025, informou, nesta terça-feira (10), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). De acordo com a entidade, foram vendidas ao mercado externo 2,780 milhões de sacas de 60 quilos de todos os tipos do produto, que geraram 1,175 bilhão de dólares, contra 4,016 milhões de sacas no primeiro mês do ano passado.
Em janeiro deste ano, o café arábica, com 2,347 milhões de sacas, representou 84,4% do total embarcado, mas com recuo de 29,1% frente a janeiro de 2025. Em seguida, apareceram o café solúvel, com 249.148 sacas, queda 32% e participação de 9% nas exportações totais, os canéforas (conilon + robusta), com 181.559 sacas, redução de 45,6% e 6,5% do volume vendido, e o segmento industrial do produto torrado e torrado e moído, com 2.317 sacas, perda de 53,8% e 0,1% de representatividade.
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A Alemanha foi o principal destino dos cafés do Brasil no mês passado, com 391.704 sacas e 14,1% do total, mas com queda de16,1% na comparação com janeiro de 2025. Os Estados Unidos, com 13,9% das importações, compraram 385.841 sacas, menos 46,7%, e ficaram em segundo no ranking, seguidos pela Itália, que importou 285.580 sacas, com alta de 6%, Bélgica, com 180.812 sacas e perda de 12,7%, e o Japão, com 169.357 sacas e redução de 32%.
Segundo o Cecafé, os cafés especiais, com qualidade superior e/ou certificados de práticas sustentáveis, responderam por 21,2% das exportações totais brasileiras no mês passado, com a remessa de 588.259 sacas ao exterior, 41,9% abaixo do registrado em janeiro de 2025. Com preço médio de 463,5 dólares por saca, esses produtos geraram receita de 272,7 milhões de dólares, 23,2% do obtido com todos os embarques de café no primeiro mês deste ano, mas 30,6% menor que no mesmo mês do ano passado.


















