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Fracassa licitação para derrocamento do Pedral do Lourenço, no Pará

SÃO PAULO  - Fracassou mais uma tentativa de licitar as obras de engenharia que fariam o derrocamento do Pedral do Lourenço, no Pará. A obra é considerada crucial para a navegabilidade do rio Tocantins durante todo o ano e é aguardada com ansiedade sobretudo pelo setor do agronegócio. Atualmente, apesar da construção das eclusas de Tucuruí, o rio é utilizado por apenas oito meses para transporte de grãos.

Segundo a ata do leilão realizado pelo Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), iniciado na terça-feira e finalizado um dia depois, a empresa Raça Serviços Ambientais, de Santa Catarina, não apresentou a documentação necessária exigida pela entidade no prazo determinado. Sem lances de outras partes interessadas, a licitação foi considerada “fracassada” pelo Dnit.

Segundo fontes que acompanharam o desenrolar da licitação, a empresa que entrou na concorrência "não tem equipe especializada ou qualquer expertise” para realizar a obra. Ao Valor, a assessoria de imprensa do Dnit informou que a empresa poderá ser punida.

A retirada do Pedral de Lourenço — uma espécie de  ladeira de pedras localizada entre os municípios de Tucuruí e Marabá, no rio Tocantins —  chegou a fazer parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no governo Lula. Mas em 2011 foi retirada da lista de obras prioritárias do Executivo. Em março deste ano a presidente Dilma Rousseff retomou o assunto e anunciou o lançamento do edital, por meio do Regime Diferenciado de Contratações (RDC).

O derrocamento abriria uma nova opção de rota para a produção brasileira de grãos, que só agora começa a ganhar fôlego pelo Norte do país e ainda limitada aos rios Madeira e Tapajós. Segundo representantes de logística do agronegócio, o transporte anual na casa de 1 milhão de toneladas poderia ser alavancado a 70 milhões, caso a hidrovia estivesse operante.

A abertura desse trecho é crucial para que as eclusas de Tucuruí possam justificar o investimento de R$ 1,5 bilhão feito desde o início das obras, em 1980.

O projeto para o derrocamento foi orçado pelo governo federal em R$ 452 milhões.

Fonte: Valor Econômico/Bettina Barros






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