O grupo Solaris, que administra o Terminal Portuário Santa Catarina (Tesc), em São Francisco do Sul (SC), anunciou que foi iniciada, na última terça-feira (7), com a colocação da primeira estaca, a obra para ampliação do píer, em que serão investidos R$ 100 milhões e que tem previsão de conclusão em 2026. Segundo a empresa, após os trabalhos, o terminal poderá receber dois navios aos mesmo tempo e também embarcações de maior porte. De acordo com a companhia, ampliação do píer faz parte da primeira etapa do plano de modernização e expansão do terminal, que prevê investimentos de mais R$ 500 milhões em projetos que estão sendo analisados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor) e cuja aprovação é esperada para o início de maio de 2026.
A ampliação do píer visa aproveitar os ganhos com a dragagem da Baía da Babitonga, que elevará o calado do canal de acesso para 16 metros, e receber navios de maior capacidade de carga e classes superiores às atuais embarcações Panamax. A expectativa é aumentar a capacidade de movimentação principalmente nos segmentos de fertilizantes, soja, milho, farelo, açúcar e outros granéis sólidos, além da carga geral, dos produtos siderúrgicos e das cargas de projeto.
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O grupo Solaris explicou que a primeira fase de expansão, com a obra de ampliação do píer, não afetará as atividades do terminal. Informou ainda que a segunda etapa, com início previsto para o segundo semestre de 2026, com investimentos para aumentar a capacidade de armazenagem, na recepção rodoviária e em sistemas de movimentação, também foi planejada para ser feita sem impactos relevantes na operação do Tesc.
A empresa, que é controlada pela Oman Investment Authority, o fundo soberano do sultanato de Omã, esclareceu que a obra no píer estava prevista no processo de renovação do contrato de arrendamento e que foi um dos compromissos assumidos pelo Tesc com a Autoridade Portuária de São Francisco do Sul. O Grupo concluiu em janeiro deste ano a compra do controle acionário do terminal e da Agribrasil.
Segundo a companhia, o plano de expansão inclui iniciativas de descarbonização, aumento de eficiência energética e redução de impactos operacionais, além da geração de empregos e a expectativa de atração de novos negócios. Stéphane Frappat, CEO da Solaris, disse que a ampliação do píer é o primeiro passo do projeto para aumentar a movimentação do Tesc. “Estamos preparando o terminal para um novo patamar de capacidade, eficiência e competitividade, em linha com a evolução do comércio exterior brasileiro”, afirmou.















