Os investimentos federais em infraestrutura aquaviária cresceram 75,9% em 2025, enquanto a movimentação de cargas nesse modo de transporte superou 322 milhões de toneladas, segundo a edição mais recente do boletim Panorama Transportes, elaborado pelo Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL), da Infra S.A. O estudo consolida dados de 2025 e mostra avanço simultâneo em obras, concessões e desempenho operacional do setor aquaviário brasileiro.
De acordo com o Panorama Transportes, o transporte aquaviário voltado ao comércio exterior ultrapassou 1 bilhão de toneladas movimentadas em 2025, o que representa alta de 5,3% em relação a 2024. Considerando o conjunto do setor aquaviário, que inclui longo curso, cabotagem e navegação interior, o volume total chegou a cerca de 1,4 bilhão de toneladas, com a navegação de longo curso respondendo por 1,01 bilhão de toneladas, a cabotagem por 303,7 milhões de toneladas e a navegação interior por 91,3 milhões de toneladas.
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O boletim destaca que a alta de 19,7% na navegação interior em 2025 foi um dos destaques do ano, refletindo tanto a recuperação de hidrovias estratégicas quanto o reforço de investimentos em dragagem, balizamento e melhoria de infraestrutura em terminais fluviais. Já na cabotagem, a expansão de 3,4% está associada ao incremento de fluxos de contêineres, granéis líquidos e cargas de projeto na costa brasileira, em linha com a política federal de incentivo ao uso do modal.
No campo dos investimentos públicos, a Infra S.A. aponta que os aportes federais em infraestrutura aquaviária – incluindo obras em hidrovias, eclusas, sinalização e terminais públicos – avançaram 75,9% na comparação com o ano anterior. Esses recursos somam-se à carteira de cerca de R$ 30 bilhões em concessões e arrendamentos portuários e hidroviários prevista pelo Ministério de Portos e Aeroportos até 2026, que busca ampliar a capacidade e a eficiência da rede logística aquaviária.
O crescimento consistente da movimentação de cargas, combinado ao aumento do investimento federal, é apresentado pelo Panorama Transportes como indicativo de maior relevância do modal aquaviário para o escoamento do comércio exterior e para a integração logística interna. Segundo o boletim, a tendência é que, mantido o ritmo atual de obras e concessões, o setor consolide novos recordes de movimentação até o fim da década, em especial na navegação de longo curso e na cabotagem.














