O IAPH World Ports Tracker 2026, levantamento trimestral feito pela Associação Internacional de Portos e Terminais (IAPH na sigla em inglês) com portos globais que movimentam mais de 8,6 bilhões de toneladas de carga marítima, indica que, apesar da incerteza regulatória e das dificuldades políticas, os planos de descarbonização dos principais portos do mundo não parecem ter sofrido alterações significativas em 2026. Os resultados da pesquisa estão no IAPH World Ports Tracker 2026 – Sustentabilidade e Tendências de Mercado, elaborada pelos professores Theo Notteboom e Thanos Pallis, do comitê técnico de risco e resiliência da Associação e que atualiza a versão de 2025.
De acordo com o estudo, o status da Estrutura Net Zero da Organização Marítima Internacional (IMO) está em dúvida desde outubro do ano passado, porém mais da metade dos portos do mundo está indo além, declarando publicamente metas para alcançar a neutralidade de carbono antes de 2050. Além disso, os terminais avançam para ter infraestrutura para abastecimento de combustíveis marítimos com baixo ou zero teor de carbono, com GNL sendo usado em um terço deles.
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Os participantes responderam a perguntas sobre as seis áreas de interesse do Programa Mundial de Sustentabilidade dos Portos (WPSP) e sobre suas perspectivas de mercado. O relatório reúne ainda dados sobre produtividade portuária de contêineres e conectividade de linhas regulares da Unctad/MDS e da S&P Global.
O diretor executivo da IAPH, Patrick Verhoeven, expliocu que, a partir das contribuições dos membros regulares da IAPH, o estudo oferece o panorama mais claro até o momento sobre a sustentabilidade na indústria portuária global. Além disso, segundo ele, os resultados se devem à abordagem dos comitês técnicos e grupos de trabalho da IAPH, que se dedicam à troca de conhecimento e ao fornecimento de recursos de ponta para o setor.
Entre eles, são citadas iniciativas para fortalecer a segurança cibernética e a resiliência climática, remover barreiras à geração de energia em terra e adoção de combustíveis com zero emissão de carbono. O objetivo é fornecer caminhos para a certificação portuária por meio do Índice Ambiental de Navios e do projeto piloto de Acreditação de Portos de Cruzeiros Sustentáveis, da Associação.

















