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Porto do Açu e GNA anunciam investimentos de R$ 6 bilhões em infraestrutura e energia

Investimentos públicos e privados incluem a construção da maior usina a gás natural do setor e obras de infraestrutura nos acessos rodoviários e ferroviários

O Porto do Açu e a Gás Natural Açu (GNA) anunciaram nesta segunda-feira (31) a realização de R$ 6 bilhões de investimentos em infraestrutura e energia no Porto do Açu, localizado na região norte do Rio de Janeiro.


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Os investimentos incluem obras de ampliação dos acessos rodoviários ao porto, a construção de um ramal ferroviário e o lançamento da pedra fundamental da UTE GNA II, oficializando o início das obras da maior usina a gás natural do Brasil, com 1.673 MW.

As obras para ampliação dos acessos rodoviários ao Porto do Açu integram o Pacto RJ, pacote de investimentos em infraestrutura lançado pelo governo do estado do Rio.

Como parte do acordo de cooperação técnica firmado entre o Porto do Açu e o Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DER/RJ), o CEO do Porto do Açu fez a entrega dos estudos técnicos de engenharia necessários para a licitação das obras, orçadas em R$ 396 milhões. A ampliação dos acessos rodoviários é fundamental face à relevância estratégica das operações do porto para vários setores chaves da economia brasileira, e diante das projeções de crescimento do empreendimento nos próximos anos. A ampliação das vias terá ainda impacto positivo na redução do tráfego em áreas urbanas, na segurança viária e na melhoria do escoamento da produção local.

Outro marco do evento foi a cerimônia de assinatura do contrato de autorização ferroviária entre o Ministério da Infraestrutura e o Porto do Açu, que formalizou a primeira autorização privada para construção de ferrovia do Estado do Rio de Janeiro, e primeiro projeto fluminense incluído no Programa Pro Trilhos, do Ministério da Infraestrutura. Corresponde a investimentos de R$ 610 milhões para construção do trecho de 41 quilômetros de extensão conectando os terminais do Porto Açu ao ramal principal da ferrovia que interligará a região Norte Fluminense à malha ferroviária nacional.

Também durante o evento, a GNA lançou a pedra fundamental da UTE GNA II. Com investimentos de mais de R$ 5 bilhões, a UTE GNA II será a maior usina a gás natural do país. Seus 1.673 MW equivalem a 10% de toda a capacidade da geração a gás disponível hoje no Sistema Interligado Nacional (SIN) e garantem o abastecimento de 8 milhões de residências.

A usina irá operar em ciclo combinado, o que garante menor custo, menor intensidade de emissão e maior eficiência energética, se comparado às usinas termelétricas em operação. Além disso, durante a operação a UTE GNA II utilizará água do mar.

Para viabilizar a implantação da usina, a GNA e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram em 2021 um contrato de financiamento no valor de R$ R$ 3,93 bilhões.

“Celebramos hoje oficialmente o início das obras da UTE GNA II. Um grande passo para a consolidação do nosso parque de geração a gás, o maior da América Latina. Um empreendimento estruturante para o país e que vai gerar milhares de empregos, trazendo ainda mais segurança e resiliência ao setor elétrico. Agradecemos a confiança de nossos colaboradores, acionistas, empresas responsáveis pela construção, financiadores, bem como o apoio dos órgãos reguladores e institucionais, nas esferas federal, estadual e municipal, que entendem a importância da GNA como um vetor de crescimento do mercado de gás e energia para o país”, comentou Bernardo Perseke, CEO da GNA.

O executivo acrescentou que a GNA está investindo no desenvolvimento da infraestrutura para impulsionar o mercado de gás e energia, seguindo o novo marco regulatório. “Acreditamos no potencial do gás natural no contexto de transição energética e queremos ir além, ampliando o acesso ao combustível para indústrias e agentes não conectados à malha de gasodutos. Com a ferrovia estudamos viabilizar gás mais acessível para as indústrias, e levar o GNL recebido pelo terminal da GNA no Porto do Açu para os estados de Minas Gerais e Espírito Santo e, possivelmente, até o Centro Oeste”, completou.

A UTE GNA II integra o maior parque termelétrico a gás natural da América Latina, com 3 GW de capacidade instalada, suficiente para fornecer energia para 14 milhões de residências. A primeira usina, a UTE GNA I, com 1.338 MW, iniciou operação comercial em setembro do ano passado e está gerando energia segura e confiável para o país. A companhia possui, ainda, 3,4 GW de capacidade instalada licenciada, o que permitirá, em um futuro próximo, a expansão do parque termelétrico para chegar a 6,4 GW.

Para abastecer as usinas, está em operação o terminal de GNL da GNA, o primeiro de uso privado do Brasil, onde está atracada a FSRU "BW Magna", embarcação com capacidade para armazenar e regaseificar até 28 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Esse volume é superior às necessidades de consumo do parque termelétrico, o que possibilita novas oportunidades de negócios a partir do gás natural. Os planos de expansão contemplam, além do escoamento de gás via ferrovia, a construção de gasodutos terrestres, integrando o Porto do Açu a malha de gasodutos e uma unidade de processamento de gás natural, ambos os projetos em fase de licenciamento.

 






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