Estações de bicicletas ou “points bikes” distribuídos em locais estratégicos da orla de Manaus, caracterizando-se com uma solução de transporte de pequeno percurso para facilitar o deslocamento das pessoas no Centro da capital.
A proposta de característica sustentável está associada ao amplo conjunto de ações integradas ao projeto do novo porto de Manaus.
De acordo com o arquiteto e urbanista, João Bosco Chamma, autor do projeto, as estações de bicicletas seriam instaladas e distribuídas numa área de quase 4 milhões de metros quadrados, que tem como limites a avenida Leonardo Malcher, os bairros do São Raimundo, na Zona Oeste, Educandos e Cachoeirinha, estes, na Zona Sul.
Além dos “points bikes”, o plano apresentado há três anos, na Bienal Internacional de São Paulo, que espera pelo apoio do governo municipal, conta com uma estação de 3 mil metros quadrados, um estacionamento para comportar 200 caminhões, com dez vias de acesso num único sentido (faixas para carregadores, carga e descarga, caminhão encostado e de tráfego e outra para pedestre).
Também está no “pacote” do projeto a valorização do patrimônio histórico do Centro de Manaus, bem como a promoção do desenvolvimento social e econômico para a população, além da implantação de projetos de grande impacto cultural, como Museus e espaços alternativos.
Integração a cidade
O projeto contempla outras propostas de integração com a cidade. Neste viés, Bosco Chamma, elenca a implementação do novo modal (sistema de transporte público) e otimização de espaços vazios, como galpões e prédios, para dar lugar ambientes de estudos e outras adequações.
A ousadia urbanística e arquitetônica prevê, ainda, a integração com a construção de blocos de apartamentos distribuídos em 50 mil habitações através do “Prosamim 3” - São Raimundo, Aparecida e Presidente Vargas -, o que na observação de Bosco Chamma recolocaria aproximadamente 200 mil moradores residindo na orla da capital, parte deles atuando nas atividades portuária e entorno.
Bosco Chamma defende a iniciativa (projeto) como forma de organizar aquela região e dar mais “dignidade ao município”. Segundo ele, 49% da população amazonense reside nos 61 municípios e 51% está em Manaus, fazendo com que o fluxo de passageiros e de transporte de cargas sejam bastante intensos e “misturados” no porto da Manaus Moderna, gerando um caos na região.
Duas estações portuárias na orla da capital
No projeto, está integrado à nova orla, duas estações portuárias, no trecho que compreende a bacia do São Raimundo, Zona Oeste, e outra na foz do igarapé do Educandos, Zona Sul.
Os terminais serviriam para embarque e desembarque de passageiros e de carga, cada um com dois acessos de entrada e saída, duas estações, além de espaços com áreas verdes e uma gama de serviços nos moldes do Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC), mas constituídos de restaurantes, lanches, consultórios médicos, guichês de passagens e drogarias e, outros estabelecimentos.
“Este é um plano ousado e inovador, com uma estrutura física que agrega aos espaços verdes que dará qualidade de vida às pessoas, pois pensamos que o novo porto não pode ficar na frente da cidade, se isso vier a acontecer vamos perder o nosso cenário natural”, disse o arquiteto Bosco Chamma.
Fonte: A Crítica (Manaus)
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