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Protesto de estivadores paralisa brevemente porto de Paranaguá

Estivadores e outros trabalhadores do porto de Paranaguá, o segundo maior terminal graneleiro do país, fizeram paralisações nesta quinta-feira (16) em protesto contra a demora da administração em apresentar um contrato de trabalho revisado, disse um dirigente sindical.

Foram duas paralisações de duas horas, mas o efeito, segundo uma porta-voz do porto paranaense, foi mínimo, restringido-se a pequenos atrasos. Os embarques de soja e milho nesta época são pequenos, já que o auge da safra ainda não chegou.

Na segunda-feira, o porto de Santos (SP), principal ponto de escoamento da soja brasileira, perdeu metade da sua capacidade de embarque por causa da colisão de um navio com um guindaste que coloca a mercadoria nos barcos.

A estrutura, da altura de quatro andares, estava no cais e caiu na água. Por causa dessa contingência, o protesto de Paranaguá tem mais chances de servir para pressionar os administradores.

Outra paralisação de duas horas está prevista para a manhã de sexta-feira no porto paranaense. A associação de operadores de terminais privados, responsáveis pela contratação dos grevistas, vai realizar uma assembleia na sexta-feira, e os trabalhadores esperam que suas reivindicações sejam então atendidas.

"Se não for resolvido, vai continuar de novo na próxima segunda-feira", disse Antonio Carlos Bonato, presidente do sindicato local de estivadores.

Ele disse que os administradores estão demorando muito para apresentar o novo acordo trabalhista definido entre os operadores de terminais e os trabalhadores. Os administradores alegam que há complexos cálculos para o ajuste da remuneração.

Em Santos, o principal terminal graneleiro, conhecido como TGG, está parado desde segunda-feira e deve levar semanas até voltar a operar totalmente depois do acidente com um dos quatro guindastes.

Enquanto isso, as safras brasileiras de soja (70 milhões de toneladas) e milho (60 milhões de toneladas) vão ganhando ritmo. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja e o terceiro de milho.

Na semana passada, os portuários santistas suspenderam uma greve de advertência de 24 horas, decidindo retomar as negociações com o governo a respeito dos termos do seu contrato coletivo de trabalho, que é revisado anualmente.

Fonte: Reuters / Peter Murphy e Reese Ewing






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