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Sinais contraditórios inibem retomada de investimentos

A agenda para aumentar a competitividade está colocada, mas há dificuldades em fazê-la acontecer. Além dos já conhecidos problemas gerenciais da máquina pública, o governo vem emitindo sinais contraditórios que tornam mais difícil ganhar a confiança do empresariado e criar uma expectativa positiva para os rumos da economia. A modernização dos portos é um exemplo. O governo começou a discutir reajuste de 58,2% nas tarifas do Porto de Santos (SP) semanas após haver lançado um pacote de concessões cujo objetivo central é baixar o custo do serviço de transportes. Pela proposta técnica, haveria aumento imediato de 25%.

Os sinais trocados foram explorados pelo presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que se converteu numa liderança contra a MP dos Portos. Os portuários fizeram uma greve na sexta-feira, mostrando que a discussão será turbulenta. A instalação da comissão do Congresso que analisará a MP também converteu-se numa discussão acalorada. O governo, que já enfrenta uma batalha difícil, sai com o discurso enfraquecido pelo reajuste.

Reajustes

Não é a primeira vez que isso ocorre. No fim do ano passado, após anunciar o pacote de concessões em aeroportos, o governo reajustou duas tarifas cobradas das empresas aéreas pela Aeronáutica. Em seguida, recuou.

No caso da tarifa do Porto de Santos, a tendência é que seja dado algum reajuste. Isso porque o governo pretende dar mais fôlego às companhias Docas, para que possam competir com os novos portos privados.

O vai e volta nos preços ocorre também nas tarifas de energia. A presidente Dilma Rousseff anunciou uma redução dos preços. Agora, a Aneel discute as revisões tarifárias com as empresas. O governo encontra dificuldades para dar a largada no pacote de concessões em rodovias e ferrovias, uma das principais apostas para alavancar o crescimento. Os leilões, que deveriam ter começado em janeiro, só deverão ter início em junho, na melhor das hipóteses.

Mineração

Ao mesmo tempo, o governo prepara uma revisão do Código de Mineração, a unificação do PIS/Cofins e um pacote de medidas para estimular a inovação. Esse esforço concentrado e descentralizado, segundo integrantes da equipe econômica, pode esfriar as empresas, que aguardam mudanças antes de investir.

Fonte: Diário do Nordeste






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