A VLI recebeu, na última segunda-feira (30), a última de um total de sete novas locomotivas fabricadas pela Wabtec. De acordo com a empresa de logística integrada, os equipamentos, que custaram cerca de R$ 600 milhões, reforçarão a frota destinada à operação de carga geral no Corredor Leste da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que liga regiões produtivas de Minas Gerais ao sistema portuário do Espírito Santo.
A compra das locomotivas, explicou a VLI, faz parte dos investimentos feitos para a operação no novo formato regulatório de Agente Transportador Ferroviário de Cargas (ATF-C). A companhia explicou que os investimentos para a operação como ATF-C incluem, além da compra de locomotivas e vagões, adequações operacionais e estruturais e a contratação de cerca de 700 pessoas em Minas Gerais e no Espírito Santo.
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Com as novas unidades, a empresa chega a 27 máquinas adquiridas desde 2024 para operação na FCA e no tramo norte da Ferrovia Norte-Sul, também sob concessão da companhia. “As novas locomotivas nos permitem oferecer serviço ainda mais eficiente, seguro e de baixo carbono para a cadeia logística dos nossos clientes”, disse Fábio Marchiori, presidente da empresa.
As locomotivas da série Evolution, produzidas pela Wabtec em Contagem, em Minas Gerais, estão, segundo a VLI, entre as mais avançadas e seguras do mercado para operações de carga pesada. Elas possuem motores diesel capazes de operar com biocombustíveis e podem reduzir o consumo de combustível e, consequentemente, as emissões atmosféricas, em até 6% em comparação com outros modelos.
A frota incorpora tecnologias digitais e de segurança, incluindo sistemas que monitoram a atenção do operador, gerenciam automaticamente a velocidade e acionam a frenagem em condições de alto risco. Além disso, contam com tecnologias para evitar acidentes e monitorar continuamente parâmetros críticos de operação, acompanhados por sistemas embarcados.
Ainda de acordo com a VLI, a atuação como ATF-C marca o início da operação com composições próprias ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas. A concessão controlada pela Vale conecta o Corredor Leste da FCA ao sistema portuário do Espírito Santo, movimentando cargas, como grãos, fertilizantes e insumos, e produtos das indústrias siderúrgica e petrolífera, com volume de cerca de 22 milhões de toneladas por ano.
A empresa explicou que antes usava, no transporte de carga geral, locomotivas e equipes da Vale. Como ATF-C, poderá prestar os serviços profissionais com pessoal e material rodante próprio, com mais autonomia para programação e condução das composições, o que resulta em ganhos de eficiência e redução de paradas operacionais.
A estimativa é de que a estruturação completa no novo modelo de operação seja completada até o segundo semestre de 2026. A empresa informou ainda que a operação como ATF-C foi iniciada com supervisão 100% feminina, incluindo líderes e maquinistas, e que 30% da área operacional é formada por mulheres.
A VLI explicou que o novo modelo não alterou as obrigações contratuais da Vale enquanto concessionária da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Permanecem inalteradas as responsabilidades financeiras, de investimento, de prestação de informações e de manutenção da infraestrutura ferroviária, além do transporte de passageiros, de cargas gerais e de minério de ferro.

















