Operadora do terminal de contêineres informou que aporte ocorrerá até 2030, ampliando cais para atender navios maiores e mercado do Cone Sul
A Wilson Sons prevê investimento da ordem de R$ 1,1 bilhão em infraestrutura portuária até 2030 para expansão do Tecon Rio Grande (RS). De acordo com o grupo, o aporte tem objetivo de ampliar a capacidade operacional do terminal e atender à crescente demanda de logística do Rio Grande do Sul e do Cone Sul. A empresa observa um movimento já em curso, impulsionado pelo crescimento da produção dos exportadores e pelo aumento do transbordo de contêineres provenientes de países como Uruguai, Argentina e Paraguai.
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O projeto prevê a ampliação do cais, que passará dos atuais 900 metros para 1.200 metros. A expansão permitirá a operação simultânea de até três navios de grande porte, especialmente da classe New Panamax, com 366 metros de comprimento e predominantes nas rotas internacionais.
A avaliação é que as melhorias são essenciais para evitar gargalos logísticos e garantir a continuidade da alta performance operacional do terminal e atendimento a navios cada vez maiores. O objetivo é assegurar a manutenção do porto como hub de cargas na região do Cone Sul (Argentina, Uruguai e Paraguai), operando os navios de maior porte que atualmente atracam na costa brasileira.
O diretor-presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti, avalia que a ampliação responde diretamente à necessidade de garantir o escoamento da produção de exportadores gaúchos e do Cone Sul, além de atender a importadores, que dependem da eficiência do porto para manter a competitividade do Rio Grande do Sul no mercado nacional e internacional. “Se esses investimentos fossem postergados, haveria risco de restrições operacionais relevantes, como filas de navios, omissões de escala e desvio de cargas para outros portos, com impacto direto sobre o custo logístico do estado”, afirmou Bertinetti.
O projeto inclui ainda a ampliação da retroárea, a pavimentação de mais de 180 mil metros quadrados e a aquisição de novos equipamentos, como três guindastes de cais (STS), 14 guindastes de pátio (RTGs) e 26 tratores (terminal tractors). De acordo com a Wilson Sons, todos esses equipamentos são elétricos, com automação embarcada e operação remota, além de sistemas de telemetria de última geração para monitoramento dos ativos.
A previsão é que o investimento gere aproximadamente 220 empregos diretos, além de 500 durante as obras e mais de 5 mil postos indiretos ao longo da cadeia logística. Para a Wilson Sons, a obra representa uma expansão física e a garantia de que o Rio Grande do Sul continuará conectado diretamente aos principais mercados globais, evitando custos extras de transbordo em outros portos, considerando o cenário de crescimento contínuo da produção regional e a demanda crescente por infraestrutura logística adequada.
Entre as cargas de origem brasileira que atualmente chegam ao Tecon Rio Grande, destaque para as exportações, frango congelado, carne suína, tabaco, arroz, resinas, celulose e móveis. Nas importações, partes e peças, máquinas, produtos químicos e artigos de aço. Já no fluxo proveniente dos países vizinhos, o terminal agrega cargas em transbordo que incluem carne bovina, partes e peças, madeira, produtos químicos, máquinas, resinas, equipamentos eletrônicos e sementes.














