O artigo analisa as implicações socioeconômicas da imposição tarifária de 50% pelos Estados Unidos sobre as exportações do açúcar produzido no Nordeste brasileiro, com ênfase no estado de Pernambuco. Historicamente dependente do mecanismo preferencial conhecido como cota americana, o setor sucroenergético regional enfrenta ameaças diretas à sua competitividade e sustentabilidade financeira.
Com base em dados setoriais e projeções de órgãos de desenvolvimento, o estudo examina a retração nos fluxos logísticos dos complexos portuários locais (Recife e Suape) e os reflexos fiscais e ocupacionais estimados, apontando para perdas anuais potenciais superiores a R$ 1 bilhão para a economia pernambucana.
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Conclui-se pela urgência de estratégias macroeconômicas focadas na diversificação de mercados internacionais e agregação de valor industrial como mecanismos de resiliência setorial.
Marilia Fernanda Trindade de Souza Bernardes é Engenheira de Produção especialista em Operação Portuária. (Diretora de Operação da Superservice Inspeções e Operações Portuárias LTDA).
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