O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou, nesta sexta-feira (27), a criação de linhas de crédito de R$ 10 bilhões, com taxa média de 6,5% ao ano, para a indústria brasileira. Os recursos serão usados em financiamento da difusão de tecnologias da indústria 4.0 e à produção de bens de capital voltados à economia verde, sendo R$ 7 bilhões para a digitalização industrial e R$ 3 bilhões para projetos sustentáveis.
O anúncio foi feito no seminário 'Acordo Mercosul-União Europeia: um novo capítulo para a indústria brasileira', promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo. Mercadante disse que as linhas de crédito têm o objetivo de modernizar a indústria e aumentar sua produtividade e competitividade. Na última quarta-feira (25), o BNDES já havia anunciado, para micro, pequenas e médias empresas, financiamentos de R$ 15 bilhões voltados a operações de créditos para exportações. Os créditos foram incluídos na Medida Provisória 1.345/2026, que cria o 'Plano Brasil Soberano 2'.
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Acordo
O objetivo do seminário promovido pela CNI era discutir os impactos do Acordo Mercosul-União Europeia, que passa a vigorar em 1º de maio. No encontro, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, disse que o acordo tem relevância estratégica para ampliar mercados e investimentos. “O acordo Mercosul-UE é o maior entre blocos do mundo e já entra em vigência agora. Então, as oportunidades que nós teremos são extraordinárias”, afirmou.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, ressaltou que é preciso foco na preparação interna para que o país aproveite as oportunidades do acordo. “O foco passa a ser a implementação do acordo e, para alcançarmos resultados com a integração entre Mercosul e UE, precisamos de uma agenda consistente que permita que as empresas brasileiras concorram em igualdade de condições no mercado mundial”, afirmou Alban.
Já a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, classificou o tratado como essencial para o futuro econômico do Brasil. “Ele é mais do que uma escolha econômica para nós. Nós não temos escolha. É uma questão de necessidade estratégica para o Brasil”, analisou Tebet.

















