SÃO PAULO - A indústria e a economia estão passando por momentos de dificuldades, com problemas “graves e sérios”, mas a indústria sabe que os governos federal e estaduais têm procurado tomar as medidas necessárias para que, ao fim do ajuste fiscal, as empresas do país não estejam tão “dilapidadas”. A declaração foi feita pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, na abertura do 6º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, realizado ontem pela CNI em São Paulo.
“Estão sendo tomadas medidas para que o Brasil tenha propostas, para fazer com que nossa indústria tenha participação no PIB compatível com a grandeza que sempre teve”, disse Braga. Segundo ele, nesse momento, é difícil discutir “questões fiscais”, mas a CNI tem levado ao governo sugestões de desburocratização, simplificação tributária e leilões de infraestrutura. Estes, de acordo com ele, são temas que podem levar o governo a tomar providências que melhorem a competitividade da indústria nacional.
Além dessas ações, Braga ainda mencionou a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), movimento que começou há cerca de quatro anos, sob a gestão de Armando Monteiro na CNI. Monteiro, hoje à frente do Ministério do Desenvolvimento, cancelou sua presença no Congresso nesta quarta-feira porque foi convidado pela presidente Dilma Rousseff para discutir políticas de exportação, segundo Braga. “O MEI tem a participação de mais de 60% dos CEOs de empresas brasileiras, para que avancemos na questão da inovação”, comentou.
O principal objetivo do programa, disse Braga, é fazer com que a inovação seja uma estratégia de desenvolvimento das empresas, e não apenas uma questão pontual. Por isso, o grupo tem trabalhado para levar ao governo federal políticas e propostas de mudanças na legislação que facilitem o processo de financiamento. O BNDES tem dado contribuição para as empresas localmente, afirmou, mas grandes empresas multinacionais com experiência na área também estão ajudando a sugerir mudanças nas regulamentações.
Braga ainda mencionou que o Senai está investindo hoje mais de R$ 3 bilhões na instalação de divers os centros de inovação e desenvolvimento tecnológico em escolas. Dessa cifra, R$ 1,9 bilhão veio do BNDES. “Esse será um passo para ajudar nossas empresas a terem redes de laboratórios credenciados, bem preparados e com equipamentos sofisticados.”
Fonte: Valor Econômico/Arícia Martins
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