Em um dos maiores eventos do setor, a Offshore Technology Conference (OTC), a Petrobras obteve o reconhecimento mais importante que uma empresa de petróleo pode receber na qualidade de operadora offshore. para mostrar para à nata da indústria petrolífera mundial que o país está de volta aos trilhos. Anuncia uma rodada sem grandes atrativos, a 13ª da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em que as áreas com maior potencial ficaram de fora e depois de ter realizado três leilões em 2013, depois de uma paralisia de cinco anos. No ano passado, não foi realizado nenhum leilão.
Sem ter participado da edição do ano passado, a Petrobras neste ano comparece em peso, ao lado de autoridades. As petroleiras ouviram em Houston do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, mudanças em duas frentes importantes: a flexibilização das regras de conteúdo local e a retirada da exclusividade da Petrobras na operação de áreas do pré-sal, o que depende do Congresso e não do titular da pasta.
"A produção de petróleo e gás neste ambiente desafiador exigiu o desenvolvimento de diferentes sistemas de risers, que foram aplicadas com êxito e estão agora disponíveis para o setor. Além disso, a Petrobras conseguiu uma redução significativa no tempo de perfuração e na conclusão de poços", afirmam os organizadores ao justificar o prêmio que no ano passado foi da BP por uma tecnologia de recuperação avançada de petróleo e gás em campos já maduros.
O Brasil vive um quadro de crise do setor de serviços, com várias fornecedoras da indústria sendo investigadas no âmbito da Operação Lava-Jato. É incerta a capacidade dos estaleiros atenderem à demanda por novas plataformas de perfuração e de produção, o que é evidenciado pela crise vivida pela Sete Brasil.
Com compromissos de aquisição de bens e serviços no país firmados nos contratos de concessão assinados com a ANP, as empresas estão preocupadas. Outro ponto nevrálgico da exploração do petróleo no Brasil é a legislação atual que obriga a Petrobras a ser operadora única do pré-sal. Como a companhia enfrenta restrições financeiras, o que se vê pela frente são duas alternativas: ou o governo reduz a frequência dos leilões, para que ocorram à medida que a estatal puder assumir esses compromissos; ou abre o setor para investidores estrangeiros.
A Redação
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