A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) avalia que as taxas de juros cobradas no Brasil e a imprevisibilidade econômico têm impedido a atração de mais investimentos e de melhores resultados da indústria de transformação. A entidade alerta que, apesar de a produção industrial do estado ter crescido em dezembro de 2025 2,3% em relação a novembro e, no acumulado do ano passado, 5,1%, esse índice foi influenciado principalmente pelo setor de exploração de petróleo e gás, com a alta da indústria atrativa chegando a 8,9%, enquanto no segmento de transformação foi de 0,9%.
Por isso, a entidade avalia que a ampliação e a sustentação do avanço industrial no estado dependem de ambiente econômico mais previsível e favorável aos investimentos e cobra reformas estruturais que incentivem investimentos no setor. “Mesmo em ano eleitoral, é fundamental avançar em uma agenda fiscal crível de reformas estruturais, capaz de reduzir o risco-país e abrir espaço para uma queda sustentável da taxa de juros”, esclarece o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.
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O argumento é reforçado pelo economista-chefe da Firjan, Jonathas Goulart. Segundo ele, juros mais baixos e maior previsibilidade econômica são condições essenciais para estimular investimentos produtivos, fortalecer o ambiente de negócios e melhorar a confiança dos industriais fluminenses.
A Federação lembra que os resultados de 2025, de crescimento de 5,1%, que consolidou a indústria do Rio de Janeiro como a segunda com maior avanço entre os locais pesquisados e superando a média nacional em 0,6%, foram alcançados graças à indústria extrativa, já que o Rio de Janeiro respondeu por 87,8% do óleo extraído no país em ano de recordes. Mas, alerta a Firjan, o crescimento não foi homogêneo, e a evolução moderada da indústria de transformação deveu-se ao ambiente econômico marcado pelo elevadas taxas de juros.
















