Receba notícias em seu email

MSC

Abimaq volta a defender separação de bens e serviços em índices de conteúdo local

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) voltou a defender a separação dos índices de conteúdo local para bens e para serviços nos segmentos poços e subsea. A proposta atual da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) definiu percentuais de conteúdo local da seguinte forma: 25% para construção de poços; 40% no subsea (coleta e escoamento); e 40% para unidades estacionárias de produção (UEP). "Gostaríamos que fossem os mesmos percentuais separando bens e serviços", comentou Velloso nesta quarta-feira (13), após evento com associados da entidade no Rio de Janeiro.

A proposta não agradou a construção naval, que alega que o índice de 40% na construção de plataformas dá condições de os cascos das plataformas serem construídos fora do Brasil. O Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) diz que esse percentual de 40% para o item que inclui "construção, integração e montagem" de unidades de produção dá brecha para que ele seja atingido apenas com integração e montagem no Brasil.

A Abimaq reconhece que a articulação das companhias de petróleo obteve êxito nos índices propostos na nova política de conteúdo local. O presidente executivo da Abimaq, José Velloso, disse que a associação continua dialogando no Congresso por melhorias nas regras de conteúdo local e nas questões tributárias da indústria. Ele ressaltou que o conteúdo local não vai afugentar novos investimentos no setor. Antes o conteúdo local médio era 65% na produção e aproximadamente 35% na exploração.

A Abimaq aceitou os percentuais de 18% na exploração e 40% desenvolvimento da produção propostos pela ANP. A agência fez um requerimento no Tribunal de Contas da União (TCU) e ganhou mais tempo para publicação da resolução que trata dos mecanismos de isenção (waiver), ajuste e transferência de conteúdo local aplicáveis aos contratos da 7ª à 13ª Rodadas de Concessão, da 1ª Rodada de Partilha da Produção e da Cessão Onerosa. A minuta de resolução colocada em consulta pública pela ANP trazia a possibilidade de aditamento dos contratos em vigor para a adoção das regras mais recentes editadas para a 14ª Rodada.

A agência preparou uma proposta que será apresentada formalmente ao Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural (Pedefor), tendo por base os contribuições apresentados por entidades setoriais. Caso aprovada pelo comitê do Pedefor, a proposta será encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) como sugestão de modelo a ser aplicado nos contratos que optarem pela adesão.

O diretor de petróleo, gás, bionergia e petroquímica da Abimaq, Alberto Machado, explicou durante o encontro com associados que a cartilha de conteúdo local hoje calcula os índices dos itens separadamente. A Abimaq propõe que as empresas possam comprovar, por exemplo, 40% de índice nacional numa determinada categoria após contabilizar todos os itens considerados como bens. Segundo Machado, a empresa dessa forma teria liberdade de comprar os itens de preferência desde que atingisse esse índice global.

Machado estima que a proposta da Abimaq para cobrança do imposto de importação apenas dos itens com similar nacional, com liberação dos demais, daria um impacto máximo de 2% do investimento todo. Num ativo de R$ 1 bilhão, por exemplo, a Abimaq calcula que esses 2% (R$ 20 milhões) alavancariam R$ 150 milhões na indústria.

Apesar do potencial, o segmento de O&G hoje representa em torno de 7% da Abimaq. Para se fortalecer nos próximos dois anos até um possível reaquecimento do mercado de O&G, a associação diversificou sua atuação olhando mais para segmentos como: onshore, gás e bioenergias — consideradas áreas com valor agregado menor, mas que podem se fortalecer.



Por Danilo Oliveira
(Da Redação)






PUBLICIDADE




Pesa

   ICN    Zmax Group    NN Logística
       

intermodal

 

 

Navalshore

 

  Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro   Assine Portos e Navios
       
       

© Portos e Navios. Todos os direitos reservados. Editora Quebra-Mar Ltda.
Rua Leandro Martins, 10/6º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ - CEP 20080-070 - Tel. +55 21 2283-1407
Diretores - Marcos Godoy Perez e Rosângela Vieira