A Autoridade Portuária de Santos (APS) recebeu do Ibama a Licença de Instalação nº 1562/2026, que autoriza a derrocagem de formações rochosas em três trechos do canal de navegação do Porto de Santos entre julho e outubro, etapa considerada fundamental para o futuro aprofundamento do estuário.
Segundo a APS, a intervenção abrangerá as formações conhecidas como Pedra do Barroso, nas proximidades da Ilha Barnabé, Pedra do Itapema, próxima aos terminais de Outeirinhos, e Pedra do Teffé, nas imediações do terminal de passageiros Concais. A remoção das rochas é pré-requisito para que o porto possa avançar dos atuais 15 m para até 16 m de profundidade em pontos críticos, viabilizando a operação de navios de maior porte no complexo.
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Antes da fragmentação das rochas, está prevista a retirada de aproximadamente 12 mil metros cúbicos (12.000 m³) de sedimentos, que serão destinados ao Polígono de Disposição Oceânica (PDO) do Porto de Santos, área licenciada pelo Ibama para descarte de material dragado. A derrocagem será realizada por meio de técnica “a frio”, sem uso de explosivos, utilizando um equipamento tipo trépano para fragmentar mecanicamente as rochas, que em seguida serão recolhidas com garra acoplada a draga.
Conforme a APS, os fragmentos rochosos serão transportados para áreas terrestres nos bairros da Alemoa e do Saboó, com potencial reaproveitamento em obras de interesse público, como forma de promover o uso sustentável do material proveniente da intervenção. Durante a execução das obras, estão previstas interrupções parciais e pontuais no tráfego de embarcações nos trechos afetados, com aplicação de procedimentos de segurança da navegação e monitoramento ambiental contínuo.
A autorização do Ibama se soma ao conjunto de licenças e estudos ambientais que vêm sendo estruturados para viabilizar o aprofundamento do canal e manter a operação do maior porto da América Latina dentro dos parâmetros de controle de impactos estabelecidos pela legislação federal. De acordo com a APS, a derrocagem é uma das etapas que pavimentam o caminho para a entrega, até 2026, do novo patamar de profundidade do canal de navegação.














