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Navalshore

Brigamos muito pela vinda do estaleiro. Não dá para entender’, diz parlamentar João Beltrão

O futuro é incerto, por vezes. O que parecia uma dádiva divina para o povo alagoano – já que as condições para a instalação do estaleiro Eisa eram propícias – está se tornando um tormento.

A ressaca no mar do Pontal de Coruripe, onde ficaria o empreendimento milionário, começou quando um parecer do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ventou a construção do estaleiro em terras – ou melhor, em águas – alagoanas.

O laudo do órgão federal indicava que o local solicitado pela empresa Sinergy Group, do megaempresário German Efromovich, devastaria cerca de 50 hectares de uma área de extrema “relevância ecológica do manguezal e dos arrecifes do Pontal do Coruripe”, conforme trecho do parecer.

A análise sobre o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) deixou vários gestores inconformados, afinal, a geração de emprego – cerca de 10 mil diretos e mais de 50 mil indiretos – e visibilidade que Alagoas ganharia não estava no mapa.

O deputado estadual João Beltrão (PRTB), na manhã de ontem, quarta-feira (4), em entrevista ao radialista França Moura, do Programa Cidadania, inferiu que não vai deixar isso assim.

“Esse negócio da pessoa dar um tapa em mim e eu retribuir com um buquê de flores não funciona”, pontua Beltrão.

E continua: “Nós brigamos muito pela vinda do estaleiro. De uma hora para outra, mudam-se as regras do jogo. Não dá para entender”, lamenta ele, que é uma das maiores autoridades políticas de Coruripe.

Em três anos de luta, a tendência era a de que o Eisa viesse para Alagoas. “Mas, com essa notícia, a população tomou um baque. A autoestima baixou. Temos, nós políticos, que unir forças e mudar esse quadro. Já comuniquei oao governador Teotonio Vilela Filho que estou à disposição de montar uma equipe para 'invadir' Brasília e solicitar a construção do estaleiro”, conclui.

Seu filho, o prefeito do município, Marx Beltrão, também se disse revoltado.

Já para o governador de Alagoas, o tucano Teotonio Vilela Filho, a decisão do Ibama é discriminatória. Ele enfatizou que Pernambuco instalou seu terceiro estaleiro em também área de preservação, em um manguezal. “É inaceitável, um grande erro esse parecer. Faremos de tudo para trazer o estaleiro Eisa para Alagoas e não vamos desistir”, comenta.

O troco

O líder do PMDB no Se­nado Federal, Renan Ca­lheiros, decidiu comprar de vez a briga com o Ibama.

Ele retirou da pauta de votação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado um projeto de lei de interesse do instituto, que, entre outras coisas, criava novos cargos para o órgão.

O endurecimento de Re­nan ocorre uma semana depois que o Ibama vetou a construção do estaleiro Eisa, a ser instalado no Pontal de Coruripe, entre a foz do rio Coruripe e a praia do Pontal do Coruripe no Litoral Sul do Estado. Na semana pas­sada, Calheiros fez um duro pronunciamento acusando o Ibama de preconceito e má vontade com Alagoas.

“Respeito muito o tra­balho de todos que lutam pela preservação do meio ambiente. Mas o Ibama está tratando iguais de maneira desigual. O Estado de Ala­goas assumiu compensações ecológicas e, em outros esta­dos, com danos ambientais mais extensos e mais seve­ros, não houve este rigor. Este projeto de interesse do Ibama não volta à pauta enquanto não resolvermos a questão do estaleiro”, pro­testou Renan.

“O estaleiro Eisa é um megaempreendimento que envolve investimentos da ordem de R$ 2 bilhões e geração de empregos suficien­tes para transformar o per­fil socioeconômico do Esta­do. São dois milhões de m², fabricação de três navios, com sete mil metros, e duas plataformas de óleo por ano. Tudo isso significa emprego, melhores condições de vida”, finalizou.

Fonte: Tribuna (Alagoas)






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