No momento em que senadores da oposição, como José Serra (PSDB-SP) e Aloysio Nunes (PSDB-SP), reforçam a pressão para que seja mudado o modelo do pré-sal, permitindo a exploração por empresas internacionais, como Shell, Exxon e Chevron, a Agência Nacional do Petróleo descobre uma nova reserva, de dimensões gigantes; estima-se que esta área, na bacia de Santos, no litoral paulista, seja tão grande quanto o campo de Lula, o maior do Brasil, com potencial para produzir entre 5 e 8 bilhões de barris; abertura do pré-sal promete ser o tema mais quente da agenda legislativa em 2015
O tema mais quente da agenda legislativa em 2015 promete ser a discussão sobre a abertura ou não do pré-sal a empresas estrangeiras, como Shell, Exxon e Chevron. Defendida por senadores como José Serra (PSDB-SP) e Aloysio Nunes (PSDB-SP), a medida conta, também, com apoio do presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que seu uniu aos dois parlamentares tucanos.
Para fazer frente a essa jogo pesado, o senador Humberto Costa (PT-PE) defendeu ampla mobilização popular para garantir que a Petrobras se mantenha como operadora líder de todos os consórcios do pré-sal – a lei brasileira hoje exige que a estatal tenha, no mínimo, 30% de participação.
O que deve esquentar esse debate é também a descoberta de uma das maiores reservas do País, na bacia de Santos, no litoral de São Paulo. Segundo estimativas iniciais da Agência Nacional do Petróleo, o potencial pode ser comparável ao do campo de Lula, o maior do pré-sal, com potencial para produzir entre 5 e 8 bilhões de barris.
Hoje, o campo de Lula, também na bacia de Santos, é responsável por 44% da produção do pré-sal, que já ultrapassa a marca de 700 mil barris/dia. No caso da nova reserva, de dimensão gigantesca, será preciso, ainda, realizar perfurações para medir seu real potencial econômico.
Outro ponto de controvérsia diz respeito à localização dessa reserva, que, poderá ser considerada fora da área do pré-sal. Caso isso ocorra, ela poderá ser colocada em leilão na próxima rodada de leilões da Agência Nacional do Petróleo, marcada para o dia 7 de outubro. Assim, neste caso, valeria o regime de concessões, em que empresas internacionais poderiam disputar os blocos, e não o modelo de partilha.
Fonte: Brasil 247
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