Receba notícias em seu email

MSC

OGPar depende de acordo com donos de plataformas

Após fechar novo acordo na semana passada com os credores que injetaram recursos na companhia em meio à recuperação judicial, a OGPar (ex-OGX), petroleira fundada por Eike Batista, tem pela frente um desafio, do qual depende a continuidade das suas atividades. A afirmação é do próprio presidente da empresa, Paulo Narcélio. Segundo o executivo, a empresa precisa fechar com urgência a negociação com os donos dos direitos de aluguel das plataformas em operação nos dois únicos campos em que produz, Tubarão Azul e Tubarão Martelo, ambas na Bacia de Campos. A ideia é devolvê-las e, assim, reduzir custos.

As conversas já começaram com os donos dos direitos da OSX-1, em Tubarão Azul, mas, no caso da OSX-3, de Tubarão Martelo, os donos estão brigando na Justiça com a petroleira.

Caso o acerto não seja fechado, o executivo diz que a falência é uma opção, apesar de a companhia "estar batalhando para evitá-la". "Perseguimos o cenário necessário para salvar a companhia, que é ter sucesso na negociação com os donos das plataformas OSX-1 e OSX-3. É a única opção que nos daria a garantia hoje de não irmos à falência", afirmou Narcélio.

A OSX, também fundada por Eike e em recuperação judicial, cedeu os direitos creditórios do arrendamento das plataformas para seus credores. Um grupo, com credores noruegueses e instituições financeiras, é responsável pela OSX-1 e outro, bondholders liderados pela Nordic Trustee, pela OSX-3.

Diante da forte queda da cotação do petróleo desde o ano passado, o plano da companhia é devolver as plataformas, interromper a produção e encontrar uma solução mais barata para a operação de Tubarão Martelo até meados de 2016.

"Isso implicaria termos uma FPSO (navio-plataforma) mais barata", afirmou o presidente da OGPar. "Após encontrarmos a plataforma, vamos manter a produção até quando for economicamente viável. Já estamos procurando outros fornecedores", explicou.

A produção em Tubarão Azul, no entanto, deve ser interrompida, o que já era previsto desde o ano passado. O custo é elevado porque as plataformas foram superdimensionadas para a produção dos campos e, com a queda do petróleo, tornaram as operações inviáveis.

Ao mesmo tempo em que é penalizada pela crise, a empresa quer aproveitar o momento para negociar com fornecedores uma plataforma para Tubarão Martelo. O executivo não informa qual o valor que empresa quer pagar, mas atualmente são US$ 130 mil por dia. O valor foi reduzido no final do ano passado por decisão liminar na Justiça; antes eram US$ 250 mil diários.

Negociação

No caso dos credores da OSX-1, em Tubarão Azul, a negociação neste momento gira em torno de valores, afirma Narcélio. "A nossa proposta é que eles levem a embarcação e prestem garantias de abandono para a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A forma de fazer a devolução está sendo discutida", disse. No dia 24, executivos da petroleira se reúnem em Londres com esses credores da OSX para dar prosseguimento às conversas.

A preocupação gira em torno da plataforma que está em Tubarão Martelo, a OSX-3. "Nossa proposta é muito clara: devolvemos a plataforma, podemos transferir temporariamente a gestão do campo para eles, que pagam todos os custos de abandono", detalhou o executivo.

Para Narcélio, esses credores da OSX "não perceberam ainda que, se provocarem a falência da companhia, podem perder" a embarcação. "Não estão colaborativos. O barco vai ficar como garantia para o abandono".

Fonte: Estadão Conteúdo/Mariana Sallowicz






PUBLICIDADE




Chibatão

   Zmax Group    ICN    Antaq
       

NN Logística

 

 

 

  Sinaval   Syndarma
       
       

© Portos e Navios. Todos os direitos reservados. Editora Quebra-Mar Ltda.
Rua Leandro Martins, 10/6º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ - CEP 20080-070 - Tel. +55 21 2283-1407
Diretores - Marcos Godoy Perez e Rosângela Vieira