A Marinha do Brasil (MB) confirmou, nesta terça-feira (5), que o porta-aviões nuclear USS Nimitz, dos Estados Unidos, chegará na próxima quinta-feira (7) ao litoral brasileiro para participar, de 11 a 14 de maio, na costa do estado do Rio de Janeiro, da operação 'Southern Seas 2026', com exercícios no mar com a participação de embarcações brasileiras e de países vizinhos. De acordo com a força naval brasileira, será a 11ª edição das ações conjuntas, iniciadas em 2007.
Segundo a Marinha do Brasil, o objetivo é fortalecer parcerias e a interoperabilidade das forças da região para resposta coordenada a ameaças comuns. A força ressaltou que a participação brasileira se deve à posição estratégica do país no Atlântico Sul, área relevante para a segurança das rotas marítimas, e que a passagem pela região do grupo naval liderado pelo Nimitz segue lógica geográfica e operacional, uma vez que a missão prevê a circum-navegação do continente sul-americano, com escalas em vários países.
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Estão previstos, além dos exercícios no mar, intercâmbio técnico entre militares e visitas institucionais, para elevar o nível de treinamento e da capacidade de atuação combinada entre as forças. De acordo com a MB, as operações conjuntas são baseadas em acordos de cooperação e no respeito à soberania dos países envolvidos.
A força explicou que as ações são planejadas de forma conjunta e que participará dos exercícios com a fragata Independência, a fragata Defensora e o submarino Tikuna, além de dois helicópteros AH-11B Super Lynx. A participação brasileira nessas operações reforça, segundo a Marinha, seu histórico de cooperação com forças navais americanas.
De acordo com a MB, a interação entre militares, por meio de visitas técnicas, oficinas e intercâmbios profissionais, fortalece a confiança mútua e o alinhamento de protocolos em áreas sensíveis, como segurança nuclear e monitoramento ambiental. A Marinha lembrou que, em 2024, a força naval dos EUA, em parceria com a brasileira, participou de operação em apoio à população do Rio Grande do Sul, no período em que o estado gaúcho foi atingido por enchentes.
A ação, explicou, envolveu a transferência de 15 toneladas de doações entre o porta-aviões nuclear George Washington e o navio-aeródromo multipropósito Atlântico, na costa gaúcha. A operação conjunta, que teve como objetivo agilizar a entrega de donativos a vítimas das inundações, marcou os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países.
O USS Nimitz, em atividade desde 1975, é o porta-aviões nuclear mais antigo em operação no mundo e tem capacidade de receber dezenas de aeronaves simultaneamente em missões de defesa, ataque e vigilância. Ele tem 330 metros de comprimento, equivalente a três campos de futebol, e deslocamento superior a 100 mil toneladas.
Graças à propulsão nuclear, o porta-aviões americano tem autonomia praticamente ilimitada em termos de combustível e seu grupo aéreo embarcado inclui caças, aeronaves de alerta antecipado e helicópteros. De acordo com Marinha, ele dialoga com a experiência do navio-aeródromo multipropósito Atlântico, o maior da Esquadra brasileira e que é usado como plataforma de comando e controle, além de possibilitar operações aéreas com helicópteros, incluindo ações anfíbias e de apoio humanitário.











