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Que lições tirar do fracasso da OGX?

O pedido de recuperação judicial da OGX completa uma semana amanhã. Nesse período as ações do grupo, que já valeram R$ 23,27 em outubro de 2010, chegaram a custar R$ 0,13 – fecharam ontem a R$ 0,15 na bolsa de São Paulo. Viraram pó, como se diz no jargão dos investidores. Mas qual o futuro das ações da empresa, que foi um dos fenômenos da bolsa brasileira até o início do ano passado?

O futuro ainda é nebuloso, já que ainda não há um plano de reestruturação que possa ser analisado pelos investidores. A saída da ação do índice Ibovespa, ocorrido na quinta-feira passada, fez com que a demanda pelos papéis caísse, e agora ela está muito mais sujeita a variações intensas de preço. Segundo o professor de finanças Pedro Piccoli, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o mercado deve reagir de forma exagerada a qualquer boato sobre a empresa, seja no plano de reestruturação das dívidas ou no campo operacional.

O investidor que espera uma recuperação em grande estilo pode tirar seu cavalinho da chuva, porque o patamar de preços agora é outro – contado em centavos, não mais em dezenas de reais. “Eu acho difícil voltar ao que era, a não ser que haja uma reviravolta”, diz Vinicius Terceiro Araújo, agente de investimento da YouTrade.

As dificuldades da empresa, causadas pela incapacidade de gerar resultados a partir da exploração de campos petrolíferos cujas reservas eram tidas pela empresa como enormes, revelam a natureza especulativa do investimento. “Era só olhar o gráfico da empresa e ver que eles não tinham um movimento muito positivo. Era pura especulação”, diz Leandro Martins, analista-chefe da corretora paulista Walpires.

Lições da crise

Se é possível tirar uma lição do caso OGX para o investidor, é esta: conheça bem a empresa antes de comprar ações. É preciso entender o mínimo de contabilidade, economia e gestão de empresas, verificar quem são os acionistas majoritários e ler as notas explicativas dos balanços. É um trabalho minucioso, diz o diretor da CTM Investimento, André Hayashi. “Nós demorados cinco meses para decidir investir em alguma empresa”, relata.

Hayashi diz não ter se surpreendido com o desfecho da história da OGX. “Bastava ler o PowerPoint que a companhia apresentou. Em todos os slides há a palavra ‘futuro’, demonstrando que tudo era pura especulação”, comenta.

O professor Piccoli, da UFPR, diz que há outros dois aspectos importantes a serem analisados: o caixa da empresa – ou seja, se está endividada ou tem recursos de sobra para fazer frente aos seus compromissos – e o setor onde ela atua. “O investidor, principalmente a pessoa física, deve acompanhar os lucros da empresa e verificar como está o desempenho geral do setor em que ela está inserida”, opina.

Colaborou Lucas Gabriel Marins, especial para Gazeta do Povo






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