A Anemoi Marine Technologies e a Nantong Cosco KHI Ship Engineering (Nacks) informaram nesta quarta-feira (15) que a sociedade classificadora japonesa ClassNK concedeu a Aprovação em Princípio (AiP) para o projeto que desenvolveram para integração de propulsão assistida por vento em navios graneleiros Ultramax. De acordo com as empresas, a aprovação é para duas configurações projetadas para simplificar a instalação e aumentar o potencial de economia de combustível das velas rotativas em embarcações com capacidade de 60 a 65 mil toneladas de porte bruto (TPB).
Elas explicaram que os projetos atendem a requisitos operacionais
comuns para navios Ultramax e preveem o uso de velas rotativas de última geração da Anemoi, com 3,5 metros de diâmetro e 24,5 metros de altura, área maior que a primeira instalação do tipo feita pela Anemoi, em 2018, em um Ultramax, para reduzir o consumo de combustível. De acordo com as companhias, uma das configurações é para uso de vela rotativa no convés de proa e a outra para um sistema de trilhos longitudinais para três velas no convés superior.
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Nick Contopoulos, diretor comercial da Anemoi, explicou que os navios Ultramax têm sido pioneiros na adoção da tecnologia eólica desde a primeira instalação feita pela empresa de velas rotativas num graneleiro, M/V Afros, em 2018. “O projeto aprovado representa oportunidade para aplicar todos esses aprendizados e otimizar as instalações para máxima eficiência em produtos de terceira geração”, disse.
Em parceria com a Nacks, construtora naval do grupo chinês Cosco, o projeto é avaliado pela Anemoi como oportunidade de fortalecer sua colaboração e ampliar sua presença nos estaleiros da China. O país é, atualmente, responsável por mais de 25% das novas construções de graneleiros, muito acima dos 5% de há uma década.
De acordo com a Anemoi, a Aprovação em Princípio confirma a viabilidade dos projetos conceituais de integração de acordo com as diretrizes da ClassNK para sistemas de propulsão assistida por vento. Os fatores considerados na aprovação incluem detalhes e disposição das velas, fundações e estruturas de suporte, cálculos iniciais de trimagem e estabilidade, medidas de segurança contra incêndio e cálculos de eficiência energética de acordo com a estrutura do Índice de Projeto de Eficiência Energética (EEDI) da Organização Marítima Internacional (IMO
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