A Wärtsilä aumentou a potência de seu motor marítimo de quatro tempos projetado para operar com amônia, alinhando o desempenho do modelo Wärtsilä 25 Ammonia ao do motor dual fuel a gás natural liquefeito (GNL) Wärtsilä 25DF, em movimento que busca ampliar a flexibilidade de escolha de combustível para armadores diante das metas globais de descarbonização.
O upgrade eleva a potência do Wärtsilä 25 Ammonia para 315 kW por cilindro a 900 rpm e 345 kW por cilindro a 1.000 rpm, igualando o nível de saída do motor a GNL da mesma família e permitindo que menos cilindros sejam necessários para atender a uma mesma demanda de potência, o que reduz a complexidade de instalação e simplifica a manutenção dos sistemas de propulsão. Segundo a companhia, essa configuração favorece projetos de navios mais flexíveis e eficientes para aplicações com amônia, seja com o motor atuando como propulsor principal ou como grupo gerador, na faixa de 1,9 MW a 3,1 MW de potência total.
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A Wärtsilä destaca ainda que a elevação de potência facilita futuras conversões entre operação com GNL e com amônia, ao padronizar o patamar de desempenho com o modelo 25DF e ampliar a possibilidade de retrofits em embarcações já em serviço, o que tende a dar mais margem de manobra a armadores que buscam reduzir emissões sem abrir mão de flexibilidade na matriz de combustíveis. Os novos níveis de potência foram demonstrados em testes de tipo realizados no outono de 2025, com supervisão de sociedades classificadoras, etapa necessária para validação técnica e comercial da solução junto ao mercado.
De acordo com a empresa, o desenvolvimento se insere em uma estratégia que tem a descarbonização como eixo central, com foco em tornar a operação de navios a amônia mais viável do ponto de vista técnico e econômico, mantendo padrões considerados elevados de segurança e confiabilidade operacional. O motor Wärtsilä 25 é descrito como uma plataforma de próxima geração, de velocidade média, com projeto modular e baixa emissão, destinada a uma ampla gama de arranjos de propulsão e de geração de energia a bordo.
A Wärtsilä ressalta ainda que a amônia vem ganhando espaço como alternativa de combustível marítimo à medida que o setor busca atender às metas de redução de gases de efeito estufa estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO), que impulsionam a transição em relação aos combustíveis fósseis convencionais nos próximos anos. A versão com potência ampliada do Wärtsilä 25 Ammonia já foi lançada comercialmente, com início de entregas previsto para 2028, direcionada a novos projetos e a possíveis conversões de frota que pretendem incorporar combustíveis de baixo carbono.














