O grupo CMA CGM informou, nesta sexta-feira (22), seu balanço do primeiro trimestre de 2026 e que a receita total atingiu 13,2 bilhões de dólares, 0,2% menor que a do mesmo período do ano passado. O Ebitda alcançou US$ 2,1 bilhões, com queda de 31,6%, o que representou margem Ebitda de 16%, com redução de 7,3% na comparação com os três primeiros meses de 2025.
No primeiro trimestre de 2026, segundo o grupo, o volume transportado foi de 5,9 milhões de TEUs, 1,5% acima do do mesmo período de 2025. A receita com transporte marítimo alcançou oito bilhões de dólares, com queda de 8,5%, atribuída principalmente à receita média por TEU, de 1.351 dólares e redução de 9,8% em relação ao ano anterior.
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O Ebitda ficou em 1,5 bilhão de dólares, frente a 2,5 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2025. A margem Ebitda caiu 10,3%, para 18,6%, o que, segundo a CMA CGM, foi consequência de fretes mais baixos em comparação com o ano anterior, apesar da recuperação das taxas spot no final do trimestre.
A receita resultante de operações logísticas atingiu 4,6 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, com alta de 6,6% em comparação com o mesmo período de 2025. No segmento, o Ebitda alcançou 330 milhões de dólares, com queda de 17,2% em comparação com o primeiro trimestre de 2025. Já a margem Ebitda ficou em 7,2%, índice 2,1% menor que no ano anterior.
A empresa informou ainda que a receita de outras atividades aumentou 59,1% no primeiro trimestre de 2026, atingindo 1,3 bilhão de dólares. O Ebitda alcançou 294 milhões de dólares, com aumento de 90% em comparação com os três primeiros meses de 2025, correspondendo a margem de 22,9%, com aumento de 3,7%.
Oriente Médio
De acordo com o grupo, as tensões no Oriente Médio, provocadas pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, continuam impactando o transporte marítimo e sendo fator de desequilíbrio no mercado e nos custos operacionais, especialmente pela alta dos preços do petróleo e às variações nas taxas de frete. A empresa informou que espera contornar as dificuldades com a diversificação de suas atividades e a flexibilidade de sua rede, apoiadas por sua posição financeira, definida como sólida.














