A Compañía Sud Americana de Vapores (CSAV), que tem 30% de participação na alemã Hapag-Lloyd, informou ter prejuízo de 82,9 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, puxado pelo desempenho da sócia germânica. Segundo informe da empresa, a Hapag-Lloyd encerrou o período com Ebitda de 494 milhões de dólares, Ebit negativo de 157 milhões de dólares e recuo de 256 milhões de dólares no lucro líquido.
De acordo com a CSVA, os resultados foram impactados principalmente pela queda nas tarifas de frete. No caso da Hapag-Lloyd, a redução foi de 9,6% e houve ainda queda de 0,7% no volume transportado devido a interrupções operacionais causadas por condições climáticas adversas no norte da Europa e na América do Norte em janeiro e fevereiro, além de restrições de trânsito no Mar Vermelho, no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico.
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Roberto Larraín, CEO da CSAV, explicou que a instabilidade no Oriente Médio continua a pressionar as cadeias de suprimentos globais, com impacto significativo nos custos das operações da Hapag-Lloyd. Ele previu, no entanto, redução dos gastos nos próximos meses, mas com defasagem em relação ao ano passado. “Para os próximos trimestres, esperamos uma perspectiva melhor em termos de volumes e o início da redução de parte dos custos aumentados”, acrescentou.
A CSAV informou ainda que sua Assembleia Geral Ordinária de Acionistas, realizada em 27 de abril, aprovou a distribuição de dividendos 387 milhões de dólares e 83,2 milhões de dólares. Os valores correspondem a 100% dos lucros do exercício fiscal de 2025 e ao saldo dos lucros acumulados em períodos anteriores.
Mesmo com o resultado negativo no primeiro trimestre, a Hapag-Lloyd manteve sua previsão de lucro em 2026, com expectativa de Ebitda entre 1,1 bilhão de dólares e 3,1 bilhões de dólares e Ebit de até 500 milhões de dólares. Além disso, mantém o processo de compra da companhia de navegação israelense ZIM, aprovada pelos acionistas em 30 de abril e em fase de aprovações.













