O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou, nesta terça-feira (5), que iniciou estudos para a reativação da Hidrovia do Rio São Francisco com objetivo de reduzir o custo do transporte de cargas, o impacto sobre o preço dos alimentos e melhorar o abastecimento de cidades do interior, com mais regularidade na chegada de produtos essenciais à população. A expectativa, segundo a pasta, é, além de ampliar a circulação de mercadorias e criar empregos nos setores de transporte, operação portuária, comércio e serviços.
O projeto de reativar a Hidrovia do São Francisco prevê investimentos para melhorar a navegabilidade do rio e na infraestrutura ao longo do percurso, com Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4). A proposta inclui garantir o acesso de cidades ribeirinhas ao transporte hidroviário e fortalecer a integração logística entre regiões do interior.
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De acordo com o MPor, atualmente o trecho navegável da hidrovia tem 1.371 quilômetros, entre Pirapora em Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco, com potencial para atender a 505 cidades e cerca de 11,4 milhões de pessoas. A estimativa inicial é de movimentação de até cinco milhões de toneladas no primeiro ano de operação, e, entre as principais cargas previstas, estão grãos, como soja, milho e algodão, além de fertilizantes, calcário e gesso, insumos à produção agrícola.
A gestão da hidrovia será transferida do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), em articulação com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), como parte da reorganização da governança do modal hidroviário. Segundo o ministro de portos e aeroportos, Tomé Franca, a reativação da hidrovia visa ampliar a integração de regiões que dependem do rio.












