Uma delegação da Coalizão Eólica Marinha (CEM), que reúne empresas e entidades comprometidas com o desenvolvimento da energia eólica offshore no Brasil, participou na última semana, em Viana do Castelo, em Portugal, do WindFloat Atlantic — projeto de geração eólica offshore flutuante em operação na costa da cidade portuguesa. Segundo a CEM, a missão, com representantes do governo federal, de governos estaduais, universidades, desenvolvedores e empresas da cadeia de suprimentos, marcou o seu lançamento internacional visando a promoção de ambiente regulatório competitivo para desbloquear investimentos e colocar o Brasil como protagonista no mercado global de eólicas em alto-mar.
A programação incluiu visita ao parque eólico Wind Float Atlantic, participação na principal conferência europeia de energia eólica, a Wind Europe, em Madri, na Espanha, e reuniões com empresas e lideranças globais do setor. A presidente da CEM, Roberta Cox, explicou que a missão faz parte de movimento coordenado do Brasil para se posicionar de forma competitiva no mercado de eólicas offshore. “Estamos reunindo governo, academia e setor privado para aprender com mercados já consolidados, acelerar a regulamentação e criar as condições necessárias para destravar investimentos no país”, disse.
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A CEM informou que, além de promover a troca de experiências com projetos já em operação, a missão buscou dar visibilidade internacional a seu papel como articuladora de um esforço conjunto entre diferentes setores. O objetivo é incentivar a inovação e estruturar uma cadeia produtiva nacional capaz de sustentar o crescimento da indústria no longo prazo.
Segundo o grupo, o Brasil tem potencial estimado pelo Ministério de Minas e Energia para gerar 1.200 GW de energia eólica offshore como alternativa renovável capaz de complementar o sistema elétrico com mais previsibilidade e consistência de geração. “Há um vasto potencial de geração, ao longo da costa brasileira, de energia eólica offshore, considerada uma das principais apostas para diversificação da matriz energética, atração de investimentos e geração de empregos qualificados”, explicou Roberta Cox.
Durante a missão, foram assinados dois termos de adesão entre os membros da coalizão e os governos de Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, na categoria de Membro Observador Institucional, que permite participar de discussões técnicas e estratégicas sobre o desenvolvimento do setor. Esses dois estados se juntaram ao Rio de Janeiro, que já faz parte da Coalizão.
Pelo Rio Grande do Norte, o secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, Hugo Fonseca, assinou a adesão em Viana do Castelo. Já a do Rio Grande do Sul foi firmada em Lisboa, com a assinatura da secretária estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann.














