Navalshore 2024

Embarcação da Seagems inicia navegação em direção ao campo de Atlanta

No primeiro projeto assinado como Seagems, o navio "Ônix" foi carregado com linhas flexíveis, umbilicais e outros equipamentos para iniciar o projeto EPCI da Enauta

A Seagems finalizou o carregamento da embarcação "Ônix" após 14 dias de trabalho no Porto do Rio de Janeiro, mais 12 de fundeio. O navio, que começou a ser carregado dia 21 de abril, agora segue em direção ao campo de Atlanta, operado pela Enauta, localizado na Bacia de Santos, para iniciar a parte prática do projeto EPCI (Engineering, Procurement, Construction and Installation) que a companhia faz em parceria com a acionista Sapura Energy. Esse também é o primeiro projeto da Seagems após rebranding da marca, até então conhecida no mercado como Sapura.

O contrato, firmado em 2022, prevê um projeto de interligação de todo um sistema submarino (dutos flexíveis, umbilicais e equipamentos), com duração de três anos e conclusão em 2025. O projeto é de longo prazo e foi elaborado de ponta a ponta pela parceria Seagems e Sapura Energy, envolvendo desde o desenvolvimento de soluções estratégicas em engenharia, a aquisição dos materiais, até manuseio e instalação de dutos com os navios da companhia – esta última parte começa agora.

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Foram carregados no navio 16,3 quilômetros de linhas flexíveis e 12,1 quilômetros de umbilicais, além de 170 toneladas de MPP (Multi Phase Pumps), utilizadas para aumentar a pressão para escoamento do óleo do poço até a plataforma — uma instalação também inédita para a Seagems.

“Para nós, essa operação é um marco e motivo de orgulho. Pela primeira vez estamos fazendo parte de toda a operação de exploração de petróleo, desde a engenharia do projeto, compra das linhas e umbilicais, lançamento, conexão à plataforma, até a garantia do primeiro óleo para a Enauta, previsto para agosto desse ano. Acredito que esse é só um primeiro passo para a Seagems assumir projetos dessa robustez junto à outras petroleiras do Brasil e do mundo”, afirmou Fillipe Ferreira, diretor de Operações da Seagems.

O projeto irá desmobilizar o existente sistema EPS (Early Production System), que já está no campo de Atlanta, e redirecionar os flexíveis e umbilicais ao novo FPSO "Atlanta", além de realizar a conexão de três novos poços.



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