Sylvia Anjos ressaltou que inclusão de equipamento solicitado ao Ibama pela Petrobras permitirá avaliação mais positiva e precisa sobre potencial da área explorada na nova fronteira
PUBLICIDADE
A diretora executiva de exploração e produção (E&P) da Petrobras, Sylvia Anjos, disse, nesta terça-feira (12), que a disponibilidade de uma sonda adicional é necessária para atender à demanda de exploração na Margem Equatorial. No final de abril, a companhia solicitou ao Ibama a inclusão de uma segunda sonda no poço de Morpho (bloco FZA-M-59). A perfuração foi iniciada em outubro de 2025. O poço está em águas profundas do Amapá, a 500 quilômetros da foz do rio Amazonas e a 175 km da costa, na Margem Equatorial brasileira.
A diretora de E&P ressaltou que o equipamento permitirá uma avaliação mais positiva e precisa sobre o potencial da área explorada na nova fronteira. "Essa outra sonda nos dá garantia de poder, em função dos resultados, ter mais uma sonda que possa atender a essa demanda", afirmou Sylvia, durante coletiva de imprensa sobre os resultados da Petrobras no primeiro trimestre.
Com quase 3 mil metros de lâmina d'água e 7 mil metros de profundidade, Morpho é considerado um dos cinco poços mais profundos na carteira de perfuração da Petrobras. Sylvia contou que o objetivo do reservatório está próximo dos 6 mil metros e, hoje, os trabalhos chegaram a cerca de 5 mil metros.
“Já passamos pela zona de pressão anormal, o que requer cuidado. Faltam cerca de 1 mil metros para chegar no reservatório. É um poço complexo, de seis fases. Já estamos na quinta fase e, para a sexta, chegamos até o final. Aguardamos ansiosamente pela perfuração para chegar ao reservatório e avaliar o potencial", afirmou Sylvia.
A diretora destacou que nesse bloco onde a Petrobras está perfurando existem solicitações para poços contingentes. Segundo Sylvia, há poços semelhantes que podem ser perfurados se o resultado da sondagem atual for positiva. Ela acrescentou que, saindo desse poço, há perspectiva de perfuração em ‘Mãe de Ouro’, na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, que possui um grande potencial.












