A produção de petróleo no Brasil atingiu recorde histórico em junho, com alta de cerca de 19% em relação ao mesmo mês do ano anterior, alcançando 4,5 milhões de barris por dia (bpd), segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O volume representa avanço de aproximadamente 4% em relação a maio, enquanto a produção total de petróleo e gás natural somou 5,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) no mês.
O novo recorde ocorre em um momento de tensão geopolítica no Oriente Médio, com o conflito entre Estados Unidos e Irã afetando a navegação pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente antes do conflito. O aumento da oferta vinda do Brasil e de outros produtores fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) tem ajudado a preencher parte da lacuna deixada pela redução nas exportações do Oriente Médio, revertendo expectativas de superávit global de petróleo que, antes da guerra, eram atribuídas justamente ao crescimento da produção fora da OPEP.
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A Petrobras liderou o incremento da oferta, operando suas plataformas offshore nos campos de Búzios e outros poços em águas profundas acima da capacidade de projeto original. Campos operados pela Petrobras, isoladamente ou em consórcio, responderam por cerca de 87% da produção total do país em junho, de acordo com a ANP — dado que corrobora o índice de 87,08% também divulgado pela própria agência para o mês. O campo de Búzios foi o maior produtor de petróleo do país no período, enquanto o campo de Mero liderou a produção de gás natural.
Ainda segundo dados diários da ANP, a produção de petróleo e equivalentes no Brasil permanece acima de 5 milhões de bpd, mesmo após recuar levemente em relação aos picos registrados em junho. O resultado de junho supera o recorde anterior, de 4,34 milhões de bpd, registrado em abril de 2026, conforme já havia sido informado pela própria ANP em boletim mensal.













