O Brasil bateu recorde na produção de petróleo e gás natural em março, com 5,531 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). Os dados foram divulgados, nesta segunda-feira (4) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O recorde anterior havia sido em fevereiro de 2026.
De acordo com o boletim mensal da ANP, foram extraídos 4,247 milhões de barris por dia (bbl/d) de petróleo, uma variação positiva de 4,6% na comparação com o mês anterior e aumento de 17,3% em relação ao mesmo mês de 2025. A produção de gás natural em março foi de 204,11 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). Houve crescimento de 3,3% frente a fevereiro e de 23,3% na comparação com março de 2025.
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A produção total (petróleo + gás natural) no pré-sal, em março, também foi recorde: 4,421 milhões de boe/d, o correspondente a 79,9% da produção brasileira. Houve crescimento de 3,6% em relação ao mês anterior e de 19% na comparação com o mesmo mês de 2025. Segundo a ANP, foram produzidos 3,410 milhões de bbl/d de petróleo e 160,69 milhões de m³/d de gás natural por meio de 184 poços.
O boletim destaca que os campos marítimos produziram 98% do petróleo e 87,8% do gás natural em março. Os campos operados pela Petrobras, sozinha ou em consórcio com outras empresas, foram responsáveis por 88,23% do total produzido. A produção teve origem em 6.086 poços, sendo 590 marítimos e 5.496 terrestres.
Em março, o campo de Búzios, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo, registrando 886,43 mil bbl/d. O campo com a maior produção de gás natural foi Mero, também na Bacia de Santos, com 42,06 milhões de m³/d. As instalações com as maiores produções foram o FPSO Almirante Tamandaré, no Campo de Búzios, para o petróleo (186.088 bbl/d); e o FPSO Guanabara, no campo de Mero, para o gás (12,08 milhões de m³/d).












