A Universidade de São Paulo (USP), o Instituto de Pesquisas (IPT), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Shell do Brasil, em parceria, criaram o Offshore Technology Innovation Centre (Otic), com investimentos estimados em cerca de R$ 163 milhões. De acordo com os criadores, o objetivo é desenvolver pesquisas para desenvolvimento de tecnologias com foco na descarbonização e na eficiência energética.
A unidade, que está instalada na Escola Politécnica da USP, tem laboratórios de ponta para pesquisas de tecnologia oceânica e submarina. Segundo o IPT, o centro está organizada em cinco pilares técnicos voltados à exploração sustentável e eficiente de recursos no mar: energia de baixo carbono; transformação digital; novos materiais e nanotecnologia; segurança, meio ambiente e economia circular; e novos processos e operações. Para isso, conta com quatro laboratórios: o Centro de Operações de Sistemas e Simulação Multipropósito (Cosmos); o Laboratório de Navegação e Ambientes Aumentados e Virtuais (Nave Lab); o Laboratório de Percepção Social da Tecnologia (Spot Lab); e o Laboratório Oceano Digital (LOD).
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Anderson Correia, diretor-presidente do IPT, disse que a contribuição do Instituto será principalmente na área de materiais avançados, com destaque para estudos sobre corrosão e proteção e estruturas leves e para o avanço de soluções voltadas à transição energética, em que as esquipes da entidade tem expertise. “Suas competências apoiam desafios críticos da indústria offshore, como durabilidade em ambientes agressivos, integridade estrutural e eficiência de sistemas”, explicou Sandra Moraes, diretora da unidade Materiais Avançados do IPT.
A Shell, que apoia o projeto investindo R$ 49 milhões, por meio da cláusula em Pesquisa Desenvolvimento & Inovação da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), explicou que a meta é integrar indústria, academia e governo para desenvolvimento de soluções tecnológicas que contribuam para a descarbonização e para o aumento da eficiência das operações offshore. “Nosso objetivo é transformar conhecimento em aplicações práticas que apoiem a evolução do sistema energético”, disse Manoela Lopes, diretora de Tecnologia e Inovação da Shell Brasil.
















