A Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) voltou a cobrar urgência na publicação do edital de concessão do Terminal de Contêineres 10 do Porto de Santos (Tecon Santos 10), projeto estruturado para investimentos de R$ 5,6 bilhões ao longo de 25 anos. Segundo a entidade, a definição sobre o leilão é aguardada por todo o setor portuário e logístico, que condiciona novos aportes à ampliação da capacidade no maior porto do país. santos-10-maior-leilao-da-historia-portuaria-do-brasil)
De acordo com o diretor-presidente da ABTP, Jesualdo Silva, o processo já passou pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), restando apenas a publicação do edital. A demora preocupa porque o Porto de Santos movimenta cerca de 6 milhões de TEUs por ano e opera próximo ao limite de capacidade, sendo responsável por aproximadamente 29% da balança comercial brasileira, segundo dados oficiais.
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O projeto Tecon Santos 10 prevê um megaterminal com capacidade adicional estimada em 3,5 milhões de TEUs, além de obras de dragagem na área de manobra e nos berços de atracação, com o objetivo de tornar o porto mais eficiente. O MPor calcula que o empreendimento possa gerar cerca de 2,5 mil empregos diretos e 5 mil indiretos, reforçando o papel de Santos como principal hub de contêineres do país.
A ABTP destaca que a indefinição ocorre em um contexto de ampliação de acordos internacionais, incluindo o tratado Mercosul–União Europeia, que pode aumentar significativamente o fluxo de cargas entre Brasil e Europa nos próximos anos. Na avaliação da entidade, postergar a concessão do Tecon Santos 10 coloca em risco a capacidade de o porto absorver esse crescimento, com impactos sobre toda a cadeia logística e sobre a competitividade das exportações brasileiras.












