A Maersk inaugurou um centro de distribuição em Cabo de Santo Agostinho, na região do Porto de Suape, ampliando sua atuação na logística do Nordeste em um momento de forte crescimento da movimentação de cargas na região, segundo dados do Ministério dos Portos e Aeroportos.
Em 2025, o Nordeste movimentou 329,7 milhões de toneladas de cargas por vias marítimas e hidroviárias, enquanto a operação de contêineres chegou a 21,2 milhões de toneladas, alta de 9% em relação a 2024 – o maior crescimento dos últimos cinco anos, de acordo com levantamento do Ministério dos Portos e Aeroportos com base no Estatístico Aquaviário da Antaq . Nesse cenário de expansão, a Maersk passou a operar um novo centro de distribuição em Cabo de Santo Agostinho, a cerca de 20 km do Complexo Industrial Portuário de Suape e do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes, com acesso direto a rodovias como a BR-101.
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O armazém, com aproximadamente 12 mil m² de área total, dispõe de 36 docas e capacidade para receber até 36 contêineres simultaneamente, atendendo atualmente clientes dos segmentos de bebidas premium e peças de reposição, além de operações de cross-docking voltadas a uma distribuição mais ágil na região. A estrutura foi projetada para atuar em cadeias de bens de consumo, automotivo, eletroeletrônicos, energia solar, pet food e outros segmentos industriais e de varejo, reforçando o papel do Nordeste como mercado em expansão.
Segundo Ricardo Rocha, presidente da Maersk para Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, o crescimento do varejo e da atividade econômica na região aumenta a demanda por cadeias mais integradas e resilientes. Em comunicado da empresa, ele destaca que a estratégia combina serviços de armazenagem, transporte e gestão da cadeia de suprimentos para reduzir complexidades operacionais e dar mais eficiência e previsibilidade às operações.
A unidade também incorpora práticas voltadas à eficiência energética e à redução das emissões locais de gases de efeito estufa. Entre as medidas informadas pela empresa estão o uso integral de iluminação em LED, a adoção de equipamentos de movimentação totalmente elétricos com baterias de íons de lítio e a implementação de segregação e coleta seletiva de resíduos. O objetivo é acompanhar a agenda de sustentabilidade que vem ganhando força entre operadores logísticos e terminais portuários brasileiros.
Na gestão da operação, o armazém utiliza um sistema proprietário de WMS (Warehouse Management System) que integra recebimento, armazenagem, controle de estoques, preparação de pedidos e distribuição em uma única plataforma. Com controle em tempo real e processos suportados por radiofrequência, a ferramenta busca elevar a precisão das movimentações, a visibilidade dos fluxos e a capacidade de personalização dos serviços em comparação a soluções tradicionais de mercado.













