A construção de um novo acesso rodoviário ao Porto de Santos foi tema de uma reunião entre o ministro dos Portos, Edinho Araújo, e o secretário de Logística e Transportes do Estado de São Paulo, Duarte Nogueira, na última quarta-feira(15), na sede da Secretaria de Portos, em Brasília. No encontro, também foi discutido um termo de convênio a ser firmado entre a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e o Dersa para viabilizar o túnel submerso que ligará as cidades de Santos e Guarujá.
Na reunião, também estavam o diretor-presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, e o diretor-presidente do Porto de São Sebastião e diretor do Departamento Hidroviário de São Paulo, Casemiro Tércio de Carvalho.
Um dos temas do encontro, o projeto do novo acesso ao Porto está sendo elaborado pela Dersa, empresa do Governo do Estado, a partir de um convênio firmado entre a Secretaria Estadual de Logística e Transporte e a Codesp. Foram destinados R$ 15 milhões para o trabalho, sendo R$ 7,5 milhões de cada órgão. O montante será aplicado no desenvolvimento de estudos e na elaboração de planos (ainda em andamento) para garantir a chegada das cargas ao cais santista.
“O novo acesso absorverá cerca de 30% do fluxo destinado ao Porto de Santos. A proposta é superar os gargalos que atrapalham o tráfego na chegada à Cidade de Santos”, explicou Duarte Nogueira. Segundo ele, o investimento total nas obras será de R$ 180 milhões.
No encontro, o secretário pediu ao ministro que apurasse quais as demandas do setor portuário para esse novo acesso. Em relação ao convênio a ser firmado entre a Codesp e a Dersa, os representantes da SEP e do Estado destacaram que a parceria será necessária para minimizar os impactos às operações portuárias durante a construção do túnel submerso que ligará as duas margens do complexo, Direita e Esquerda, que ficam nas cidades de Santos e Guarujá, respectivamente. “Nossa preocupação é com os reflexos da obra na rotina portuária. Precisamos nos cercar de todos os cuidados”, afirmou o ministro dos Portos.
De acordo com o diretor-presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, a tecnologia a ser adotada na obra é a mesma utilizada no exterior em cerca de 50 obras em áreas portuárias. “Os blocos que compõem o túnel serão assentados por etapas. Cada bloco demora em torno de 18 horas para ser submerso e a operação é feita uma vez apenas por semana, para interferir o mínimo possível na rotina do canal do Porto. O projeto garante uma profundidade de 21 metros no canal e dupla navegação”, explicou.
Outra providência, segundo o diretor da Dersa, será a remoção de uma favela em Guarujá, com o reassentamento dos moradores. “A obra tem previsão de duração de 44 meses e um custo estimado de R$ 2,8 bilhões. Serão três faixas em cada sentido, uma delas, a da direita, reservada a caminhões. A faixa central será destinada a ciclistas e pedestres”, explicou.
São Sebastião
Já o diretor-presidente do Porto de São Sebastião destacou o interesse de grupos privados em investir em arredamentos de áreas do complexo marítimo. O foco é a movimentação de contêineres, mas isso só poderá acontecer assim que os editais sejam liberados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
“A duplicação da rodovia Tamoios aumentará a competitividade do Porto de São Sebastião, pela facilidade de acesso”, disse Casemiro Tércio de Carvalho.
Fonte: A Tribuna Online
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