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Sete desafios para Dilma Rousseff

A vida não está fácil para a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, com aprovação de apenas 7% dos brasileiros. Junto a observadores políticos e econômicos, esta coluna procurou indicações para apontar os sete principais desafios da chefe do executivo. O primeiro é a desconfiança. A presidente não conseguiu provar, para a “maioria silenciosa”, que todos têm de pagar pelo ajuste fiscal. Sua tese de que o governo precisa mudar é tênue. Faltou a ela confessar que seu primeiro governo cometeu erros que tornaram o saneamento econômico mais difícil. Ela se nega a pedir desculpas, a dizer que errou. Antes, culpava o cenário internacional – que melhora a cada dia, tanto nos Estados Unidos como na Europa e Japão – e, agora, joga a culpa na conjuntura.

Mostrar mais eficiência é o segundo desafio. O ministério é amplo e e com poucos craques a nível de seleção. Em janeiro, ela lançou o slogan “Pátria Educadora” e seu ministro da Educação era ... Cid Gomes – sem a menor tradição na área. O atual, que foi empossado por acaso, é até bem melhor do que o primeiro. Deve vencer divergências com o PT, com a CUT e com Lula. Antes de ser presidente, Dilma não tinha sido sequer vereadora. Com isso, tem dificuldades para controlar o PT e muito mais ainda a Central Única dos Trabalhadores . Ninguém sabe exatamente o que ela quer. Na política, parece que está em casa de louças.

O quarto desafio se refere a Joaquim Levy. As teses do “ministro do FMI” são o oposto de tudo o que Dilma defendeu em sua vida pública. Todos sabem que as contas precisavam de um novo gerente, mas ainda é nebuloso se saber quem exatamente indicou Joaquim Levy, e até quando Dilma e Levy se darão apoio mútuo. Fica a impressão de que, após vencer uma batalha, a presidente voltará a sua política desenvolvimentista e afastará o monetarismo de ocasião.

Conteúdo local é o quinto desafio – que está sendo bem encaminhado pela presidente. Multinacionais e parte da mídia advogam a importação de peças e plataformas, mas, até agora, mesmo diante da falta de recursos, a presidente está mantendo postura coerente com seu passado e as origens do Governo Lula nessa área. O Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás (IBP) apóia a tese das multinacionais, de trazer tudo lá de fora e ainda há a pressão dos chineses. Diz-se que gente do meio campo da Petrobras está repassando obras para o exterior, sem muito alarde, mas há que se confiar na presidente.

Se Hércules venceu 12 desafios, o sexto de Dilma é hercúleo. Dobrar um Congresso que sabe que ela está por baixo. À frente de Senado e Câmara estão Renan Calheiros e Eduardo Cunha, líderes maquiavélicos. Para uma economista sem experiência na arte da política, encarar Renan e Cunha é obstáculo quase insuperável. Por fim, o sétimo desafio da presidente é conseguir o que todos querem: fazer o Brasil voltar a crescer, trazer de volta os sorrisos a trabalhadores e investidores e, principalmente, entregar a seu sucessor, em 2018, um país governável. Ao falar em desemprego, Levy, Nélson Barbosa e Alexandre Tombini se referem, de forma esnobe, a “distensão no mercado de trabalho”, mas a tal distensão é muito penosa para as famílias, pois é o pior fantasma da população.

Fonte: Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta






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