A Ultracargo, a Inpasa — biorrefinaria de etanol de grãos — e a Petrobras Biocombustível (PBio) fizeram uma operação conjunta que viabilizou o embarque, no Porto de Aratu (BA), de 4.000 metros cúbicos (m³) de biodiesel e óleo de milho, destinados ao mercado europeu, incluindo centros logísticos da Holanda e da Alemanha. Segundo as empresas, a exportação foi possível graças à infraestrutura da Ultracargo e sua proximidade com a usina da PBio em Candeias, também na Bahia.
De acordo com a Ultracargo, o terminal da empresa tem tanques adequados para biocombustíveis e óleos vegetais, além de sistema de dutos que permite o envio direto do produto até o píer de embarque. A estrutura permitiu a operação sem necessidade de ajustes nas instalações, o que reduz custos logísticos e evita riscos de multas por atrasos no carregamento.
PUBLICIDADE
A companhia informou ainda que, para assegurar a integridade do produto destinado ao mercado externo, foram seguidos protocolos de segurança e conservação compatíveis com padrões de certificação europeus. Entre eles, está o processo de inertização das linhas, técnica que retira o oxigênio dos dutos para evitar a oxidação dos biocombustíveis durante a movimentação.
As operações seguem normas internacionais de qualidade e contam com a certificação ISCC-EU, selo exigido pela União Europeia para a rastreabilidade e a redução de emissões de gases de efeito estufa, que, em cargas de exportação, pode ser superior a 80% em comparação aos combustíveis fósseis. Além disso, segundo as empresas envolvidas, o controle da estabilidade oxidativa durante a movimentação assegura que o produto mantenha suas propriedades em viagens de longa distância.
Na operação, a Ultracargo fez a gestão técnica do bombeio enquanto os parceiros coordenaram o sequenciamento da carga. Rafael Verruck, diretor de trading de mercado interno, de óleo e DDGS da Inpasa, destacou a importância de integrar a produção da empresa à infraestrutura da Ultracargo e a experiência da PBio. “Conseguimos uma solução logística de alta precisão que atende aos rigorosos padrões de certificação europeus. Esse fluxo não apenas otimiza a competitividade, mas ratifica o protagonismo do Brasil como parceiro confiável na jornada global de descarbonização e transição energética”, disse Verruck.















