A indústria do petróleo e gás projeta novo ciclo de expansão no Espírito Santo, com investimentos de R$ 38,4 bilhões até 2031, segundo a nona edição do Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural no Espírito Santo, divulgada nesta terça-feira (14), pelo Observatório Findes, da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), e que apresenta informações, análises do setor e estimativas de produção. O levantamento inclui projetos de nove empresas para o estado: Petrobras, Prio, BW Energy, ES Gás (Energisa), Shell, Prysmian Group, Imetame, Seacrest, Shell e NBS Petróleo e Gás.
O maior volume previsto é da Petrobras, com R$ 29 bilhões até 2030, dos quais R$ 17 bilhões já estão em execução, prin
ipalmente na exploração e produção, com destaque para a entrada em operação do FPSO Maria Quitéria no Parque das Baleias. Também são citados o projeto da Prio no Campo de Wahoo, no qual serão aportados cerca de R$ 4,5 bilhões, e os polos Golfinho e Camarupim, da BW Energy, com investimentos estimados em R$ 3,6 bilhões até 2030.
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O presidente da Findes, Paulo Baraona, definiu o Anuário como ferramenta para orientar decisões, antecipar tendências e planejar o futuro da indústria e do Espírito Santo. Segundo ele, o setor de petróleo e gás tem sido responsável pelo crescimento industrial no estado, tendência que deve ser mantida. “Estamos diante de oportunidades que podem transformar nossa economia e gerar emprego e renda”, afirmou.
Baraona ressaltou que há potencial no Espírito Santo para novas frentes ligadas ao setor, como o descomissionamento offshore e os projetos de captura, transporte e armazenamento de carbono (CCS). De acordo com ele, há projetos relevantes de descomissionamento já aprovados e cenário promissor para o avanço do CCS. “Estamos trabalhando com planejamento e articulação para consolidar o estado como referência nesses novos mercados”, disse.
O descomissionamento offshore é um dos destaques da nona edição do Anuário. Segundo a publicação, a expectativa é de que a produção dos campos capixabas entre em declínio a partir de 2028, o que vai impulsionar o segmento. O estudo informa que há 26 projetos aprovados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com cerca de R$ 4,8 bilhões de investimentos previstos
















