A Fugro foi escolhida pela Petrobras para fazer a pesquisa geotécnica visando a instalação do primeiro projeto eólico offshore na América do Sul. A empresa será a responsável pela avaliação do melhor local para o Projeto Piloto de Energia Eólica Offshore do Rio de Janeiro, apontado como o primeiro empreendimento eólico offshore da região a avançar em um processo formal de licenciamento ambiental.
O projeto piloto, de produção de 18 megawatts (MW), é visto como passo essencial para a diversificação energética, em momento em que países da região começam a buscar caminhos regulamentados para o desenvolvimento responsável da energia eólica offshore. A Fugro coletará em área de estudo próximo à costa de São João da Barra, no norte fluminense, os dados geológicos para embasar o empreendimento.
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As atividades incluem recolhimento de amostragem de solo, ensaios no local e análises laboratoriais em quatro locais costeiros e de águas rasas, além de investigações em terra para apoiar a chegada e o traçado dos cabos. As operações e análises de campo começarão em abril e continuarão até o terceiro trimestre de 2026, com o relatório final previsto para 2027.
O projeto levanta em conta o trabalho da Fugro em estágios iniciais de desenvolvimento de energia eólica offshore em mercados emergentes ao redor do mundo, desde estudos piloto iniciais até a caracterização completa do local. Para isso, as equipes da empresa no Brasil liderarão a execução, combinando operações próximo a Rio das Ostras com análises laboratoriais em suas instalações em Pinhais, no Paraná.
De acordo com a empresa, a combinação de conhecimento local e experiência global ajudará a garantir dados consistentes e prontos para a tomada de decisões pela Petrobras. Céline Gerson, presidente do Grupo Fugro nas Américas, disse que os dados geoespaciais iniciais são uma das ferramentas mais importantes para reduzir a incerteza e preparar os projetos para o sucesso a longo prazo. “Ao firmarmos parceria com a Petrobras nesta fase inicial, estamos ajudando a estabelecer a base técnica necessária para o avanço responsável da energia eólica offshore e para a expansão das opções energéticas futuras no Brasil e em toda a região”, afirmou.

















