A ADL Mineração embarcou seu primeiro contêiner carregado com monazita, minério de terras raras extraído de jazida em São Francisco do Itabapoana, no estado do Rio de Janeiro, para o Canadá. De acordo com a empresa, foram embarcadas, no último domingo (5), no Portos de Santos (SP), 16 toneladas, no primeiro embarque desde 2019, quando houve uma remessa de exportação feitas pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB), vinculada ao governo federal.
A mineradora informou que tem expectativa de exportar de 500 toneladas a 1.000 toneladas de monazita até o fim de 2026, para compradores do Canadá, dos Estados Unidos e da China, e, em dois anos, alcançar volume em torno de três mil toneladas em vendas para o mercado externo. Adelina Lee, CEO da ADL Mineração, avaliou que o fato de exportação ter sido feita por uma empresa privada reforça o potencial de o Brasil conquistar espaço no mercado global de terras raras. “A retomada da produção e, sobretudo, da exportação de monazita representa um marco histórico para o setor mineral brasileiro”, disse.
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A executiva explicou que a exportação feita por uma empresa privada reflete avanços no ambiente regulatório e a maturidade do setor, o que permitiu que companhias do setor privado estruturadas pudessem atender a requisitos de regulação, técnicos, ambientais e de segurança exigidos para viabilizar esse tipo de operação. A ADL Mineração destacou que o mineral ganhou relevância econômica por estar ligado a cadeias produtivas críticas da transição energética e à indústria de alta tecnologia e da defesa, incluindo a fabricação de ímãs permanentes de alta potência, telas, carros elétricos, motores de turbinas eólicas e energia nuclear, entre outros.

















