A Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) promoveu, na última quarta-feira (8), em Brasília, um encontro que reuniu representantes de seus comitês técnicos de Sustentabilidade, Jurídico, de Infraestrutura, de Comunicação, de Segurança e de Inovação, de entidades governamentais e especialistas do setor para debater alternativas para superar os principais gargalos que limitam o desenvolvimento dos portos brasileiros. No evento, a associação destacou a necessidade de adotar medidas para reduzir custos operacionais e ampliar a competitividade da economia nacional no mercado global.
Entre as principais propostas apresentadas estão o fortalecimento da conexão portuária, a desburocratização de processos e a maior integração institucional entre os diversos atores do setor, incluindo governos, autoridades portuárias e terminais de uso privado (TUPs). Além disso, foi ressaltado que a integração entre os portos e modais logísticos, como rodovias, ferrovias e hidrovias, é necessária para garantir a eficiência do sistema.
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O diretor-presidente da ATP, Murillo Barbosa, explicou que o objetivo do encontro foi reforçar o papel da entidade como articuladora de soluções para o setor. Segundo ele, a reunião dos seis comitês técnicos reafirmou que a Associação busca de o diálogo para fortalecer as conexões entre empresas privadas, órgãos públicos e a sociedade.
Durante o evento, foi realizado o painel “Conexão Portuária: Integração Institucional para Superar Gargalos de Infraestrutura e Ampliar a Acessibilidade Logística”, moderado pela diretora-executiva da ATP, Gabriela Costa, e que teve a participação de Alessandro Baumgartner, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Valter Souza, diretor da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Alex Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), e Samantha Albuquerque, representante da Infra S.A. Nele, Gabriela Costa destacou que a eficiência logística não depende de um modal, mas da articulação entre diferentes órgãos e políticas públicas. “Precisamos tratar os acessos portuários não apenas como soluções pontuais, mas como uma prioridade estratégica para o país”, disse a diretora.

















